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Convenção nacional ocorreu nesta quinta; de acordo com a senadora, agora é a hora de acertar as diferenças entre os dois partidos no Rio Grande do Sul

Senadora Ana Amélia, do PP,  vai compor a chapa do ex-governador de SP, Geraldo Alckmin, à Presidência
Divulgação/Assessoria Ana Amélia
Senadora Ana Amélia, do PP, vai compor a chapa do ex-governador de SP, Geraldo Alckmin, à Presidência

Pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, o ex-governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, está acumulando apoios oficiais. Os Progressistas (PP) oficializaram nesta quinta-feira (2) a aliança com Alckmin, e a senadora Ana Amélia, a quem foi oferecida a vaga de vice-presidente na chapa, aceitou o convite.

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Em sabatina na GloboNews, na noite desta quinta-feira (3), Geraldo Alckmin confirmou a formação da chapa e ressaltou que a pepista gaúcha abriu mão de disputar a reeleição ao Senado pelo Rio Grande do Sul para ser sua companheira nesta campanha, a classificando como “vice dos sonhos”.

A convenção nacional do PP ocorreu no início desta tarde, em auditório da Câmara dos Deputados, em Brasília. No evento, a legenda definiu que apoiará o tucano, em sua campanha. 

A senadora Ana Amélia (PP-RS), de 73 anos, vinha sendo sondada para ser a vice do tucano. Ela afirmou, na tarde de hoje, que aceita o convite, mas que os dois partidos ainda têm de aparar arestas no Rio Grande do Sul, onde tanto o PP quanto o PSDB pretende lançar candidatos ao governo do estado.

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A senadora exigiu espaço no governo para expor suas posições. “Em qualquer lugar que eu estiver, se eu não for independente, se eu não pensar e agir com as minhas convicções, não serve para mim”, disse. Afinal, como a própria senadora lembrou, nas ultimas décadas três vice-presidente assumiram o cargo no Brasil. "Vice não é mais uma figura decorativa no Brasil", disse.

Ainda sem a garantia do cargo, o PP já havia afirmado, na semana passada, o seu apoio a Alckmin. Seu posicionamento seguiu o dos outros partidos do chamado 'Centrão' – formado também pelo DEM, PRB, PR e SD.

Presente à convenção do PP hoje, o tucano disse que o Brasil quer ser "progressista", numa referência ao nome da sigla aliada.

"O que o Brasil quer é ser progressista, progresso, emprego, oportunidade para a população. Nosso desafio é criar condições, ambiente para ter investimento, retomar a atividade econômica", afirmou.

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"A obra-prima do Estado é a felicidade das pessoas e o primeiro ponto é oportunidade de trabalho, emprego e renda. Essa não é uma tarefa de uma pessoa só. Não existe salvador da pátria, nós temos que ter proposta, projeto e time", afirmou Geraldo Alckmin , cuja candidatura deve ser oficializada no próximo sábado (4), data da convenção do PSDB.

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