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Segundo semestre será em ritmo lento, graças às eleições; faltam 10 semanas para 1º turno, mas somente em três haverá votação na Câmara e no Senado

Mesmo com o fim do recesso parlamentar, Congresso só retomará votações na próxima semana
Marcelo Camargo/Agência Brasil 13.12.2017
Mesmo com o fim do recesso parlamentar, Congresso só retomará votações na próxima semana

Embora as férias de julho do Congresso Nacional tenham acabado nesta terça-feira (31), os trabalhos, que seriam retomados nesta quarta-feira (1º), ainda vão demorar um pouco para serem retomados. Isso porque as sessões em que projetos serão votados só acontecerão a partir da semana que vem – quando, efetivamente, será o fim do recesso.

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O ritmo de retorno é lento e, com a proximidade das eleições, que ocorrem em outubro, a expectativa de trabalho pesado para o segundo semestre é pouca. Afinal, mesmo que faltem dez semanas para a chegada do primeiro turno das eleições, ficou acertado no fim do recesso que os parlamentares só vão comparecer nas Casas em três sessões.

Isso é o que é chamado pelos deputados e pelos senadores de "esforço concentrado", uma espécie de agenda intensiva de trabalho, sem preencher o mês inteiro. Por exemplo, na Câmara dos Deputados , as votações devem ser convocadas nos dias 7 e 8 de agosto; 13 e 14 de agosto; e 4 e 5 de setembro. No Senado, o cronograma é semelhante.

O prazo esticado para as férias dos parlamentares está relacionado às eleições. Afinal, dos 35 partidos que compõem o Congresso Nacional , 20 ainda não fizeram suas convenções nacionais e devem fazê-lo até o próximo domingo (5). Neste mesmo dia, terminará o prazo para a definição dos candidatos nas eleições. 

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Com a agenda sobreposta, os senadores e deputados devem voltar a Brasília apenas na semana que vem. 

Estima-se ainda que um número recorde de deputados federais pretenda concorrer à reeleição neste ano. Segundo um levantamento preliminar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), dos 513 deputados, mais de 90% tentarão a recondução ao cargo. A expectativa é que o número de candidatos à reeleição seja de 410, no mínimo, e de 480, no máximo.

A pesquisa indica que 33 deputados já decidiram não se recandidatar – sendo 21 (4,09%) por desistência e 13 (2,53%) porque resolveram disputar outros cargos. Outros 70 parlamentares (13,65%) admitem concorrer ao Senado , a presidente da República, a governador e vice-governador ou a deputado estadual, dependendo de composições locais.

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Este levantamento foi divulgado em março deste ano e será atualizado após as definições de convenções partidárias, que ocorrem até o dia 5 de agosto. Para este momento marcado pelo fim do recesso parlamentar, no entanto, esses são os dados usados pelo Congresso.

* Com informações da Agência Brasil.

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