Eleições 2018: como o Brasil não tem vice-presidente, Maia e Eunício são os próximos na linha sucessória de Temer
Beto Barata/PR - 7.9.17
Eleições 2018: como o Brasil não tem vice-presidente, Maia e Eunício são os próximos na linha sucessória de Temer

Você tem percebido que a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, tem  assumido a Presidência da República algumas vezes neste ano – mesmo sendo a quarta na linha sucessória? Isso acontece porque as pessoas que poderiam assumir o cargo, quando o presidente Michel Temer viaja para o exterior, estão de olho nas eleições 2018. 

Afinal, os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado Federal, Eunício Oliveira (MDB-CE) – os único dois que estariam a frente de Cármen Lúcia para assumir o posto, já que o Brasil não tem hoje um vice-presidente – não podem assumir a Presidência neste ano, pois têm a intenção de se reelegerem, na Câmara e no Senado, nas eleições 2018 .

Por esse motivo, ambos realizam 'viagens forçadas' toda a vez que Temer sai do País – uma regra que está na legislação eleitoral. Porém, essas viagens, que são pagas pelo bolso do contribuinte, não estão nada baratas: nos últimos três meses, tais passeios custaram pelo menos R$ 250 mil aos cofres públicos. 

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De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo , os gastos se referem a diárias de servidores e o custo em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), utilizados nas missões oficiais em outros países para as quais os dois políticos viajaram. Segundo a publicação, apesar de Oliveira e Maia recusarem receber as diárias a que teriam direito nessas viagens, outros parlamentares e servidores que os acompanharam geraram gastos para os cofres públicos .

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As contas das 'viagens forçadas' por causa das eleições 2018

Rodrigo Maia deveria assumir a presidência a cada viagem de Temer, mas está de olho nas eleições 2018
Beto Barata/PR - 22.8.16
Rodrigo Maia deveria assumir a presidência a cada viagem de Temer, mas está de olho nas eleições 2018

Ao jornal, a assessoria de Eunício Oliveira  justificou, por exemplo, que ele pagou as passagens da sua primeira viagem, ao Japão em abril, do seu próprio bolso. Já as despesas de hotel teriam sido cortesia do governo japonês. No site do Senado, porém, está evidente o gasto de R$ 30.138, pagos aos dois senadores que o acompanharam e a servidores – além de um empenho de R$ 14 mil para serviço de foto, intérprete e guia durante a missão.

Nesta mesma data, Rodrigo Maia realizou uma missão oficial no Panamá. Segundo o jornal, ele também abriu mão de suas diárias, mas foi acompanhado de outros quatro deputados e servidores, o que resultou num custo total de R$ 51.134,99 em diárias. Além disso, o voo ocorreu por meio de um avião da FAB, ao qual o deputado tem direito.

Embora a Força Aérea não divulgue informações sobre o gasto dessas viagens, uma estimativa feita por especialistas aponta para um gasto aproximado de R$ 53 mil apenas com o combustível para ida e volta ao País.

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Indagado, Maia não quis comentar a situação e disse que está apenas cumprindo o que prevê a lei, porque quer concorrer às eleições 2018 . Já o presidente do Senado disse, por meio de sua assessoria, que defende mudanças na legislação, "ou que seja encontrado outro mecanismo para evitar que tenham que ocorrer essas saídas do País".

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