Oito pessoas e duas empresas estão sendo investigadas nesta fase da Operação Zelotes
Marcelo Camargo/ Agência Brasil - 28.05.2016
Oito pessoas e duas empresas estão sendo investigadas nesta fase da Operação Zelotes

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), a décima fase da Operação Zelotes, responsável pela apuração de irregularidades no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

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Ao todo, serão cumpridos nove mandados de busca e apreensão em quatro estados – no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Pernambuco – e no Distrito Federal. Segundo o Ministério Público, oito pessoas e duas empresas estão sendo investigadas nesta fase da Operação Zelotes e os prejuízos aos cofres públicos já ultrapassam os R$ 900 milhões.

Um dos alvos da operação de hoje, o economista Roberto Gianetti da Fonseca, teria recebido, segundo os investigadores R$ 2,2 milhões no esquema de corrupção . Esse montante seria em troca de atuação, por meio de sua consultoria, para favorecer uma empresa em julgamento no Carf.

Além dos mandados judiciais de hoje, a 10ª Vara Federal em Brasília autorizou, por ordem judicial, quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático dos investigados envolvidos em suspeitas dessas irregularidades.

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Nesta fase da operação, é investigada uma fraude em crédito tributário, que aconteceu, segundo a Receita Federal, devido a uma "estrutura ilegal integrada por agentes públicos e privados". Segundo a Receita, o grupo atuava em três núcleos: o econômico, o operacional e o administrativo. 

O núcleo econômico, de acordo com as investigações, era composto pelos representantes da siderúrgica com processo no Carf que teria financiado os custos do esquema. Por sua vez, o núcleo operacional era integrado pelos responsáveis pela interlocução com os representantes da empresa, o aliciamento dos conselheiros e a distribuição dos recursos.

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Por fim, o terceiro e último núcleo analisado pela Receita Federal na Operação Zelotes era o administrativo. Este núcleo era centrado em conselheiros do Carf que ocupavam a função de julgadores, criando uma extrema influência sobre os julgamentos do Carf envolvendo interesses privados, causando o prejuízo da administração pública tributária.

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