Investigado, Giannetti coordenava a campanha de Doria em SP e redigiu manifesto econômico de Alckmin
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Investigado, Giannetti coordenava a campanha de Doria em SP e redigiu manifesto econômico de Alckmin

Alvo mais recente da operação Zelotes, que averigua fraudes fiscais que alcançariam valores de até R$ 900 milhões, o economista Roberto Giannetti da Fonseca, ligado ao PSDB, se afastará dos tucanos para focar em sua defesa na Justiça. Investigado, Giannetti era o coordenador-geral do programa do ex-prefeito de São Paulo, João Doria, em sua campanha pelo governo do estado.

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O economista de vertente liberal também redigiu o “Manifesto Compromisso da Força Centro Democrático”, que traçou as bases programáticas da aliança de Geraldo Alckmin, pré-candidato tucano ao Planalto, e o chamado ‘centrão’ – conjunto de partidos conservadores que deu sustentação ao governo de Michel Temer (MDB). Investigado, Giannetti deve se afastar também do núcleo de Alckmin.

A consultoria Kaduna, empresa de Gianetti da Fonseca, que foi também secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior no governo de Fernando Henrique Cardoso , foi alvo nesta quinta-feira (26) de mandado de busca e apreensão.

Segundo informações do Ministério Público Federal (MPF), Gianetti teria recebido pagamentos de até R$ 8 milhões para beneficiar a siderúrgica Paranapanema em um processo de cobrança fiscal ocorrido em 2014.

“Nenhum serviço efetivo foi identificado, não há nenhum relatório, nenhuma reunião feita oficial, nada de concreto que tenha sido feito pela consultoria”, disse o procurador da República Frederico Paiva, à frente das investigações.

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Parte da quantia teria sido repassada a advogados que, por sua vez, teriam feito pagamentos a dois conselheiros do Conselho Administrativo de Recurso Fiscais (Carf) para que votassem a favor da empresa. Os prejuízos aos cofres públicos seriam de R$ 650 milhões em créditos tributários não pagos, em valores atualizados.

“As articulações, revestidas de inúmeras ilegalidades, obtiveram êxito e isenção da dívida foi total”, disse o MPF em comunicado à imprensa. “Tudo leva a acreditar que esse julgamento foi manipulado”, acrescentou Paiva.

Em nota, o economista tucano se defende afirmando que as investigações contra si são “totalmente infundadas” e que seus negócios sempre seguiram “princípios éticos e legais no relacionamento com seus clientes”.

No próprio manifesto que redigiu para a campanha de Geraldo Alckmin , Giannetti critica as práticas corruptas por parte dos governantes.

“A má gestão da politica econômica, e uma sucessão de práticas irresponsáveis e desonestas pelos governantes, levaram novamente grande parte dos brasileiros nos últimos anos a perder a esperança no futuro de nossa Nação”, escreveu o economista. Investigado, Giannetti terá de responder agora sobre suas supostas práticas corruptas.

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