Tamanho do texto

Eles foram condenados por peculato e lavagem de dinheiro, em 1998, durante a campanha pela reeleição de Eduardo Azeredo ao governo de MG

Marcos Valério e os seus sócios, Hollerbach e Paz, foram condenados a 16 anos e 9 meses de prisão no mensalão tucano
Agência Brasil
Marcos Valério e os seus sócios, Hollerbach e Paz, foram condenados a 16 anos e 9 meses de prisão no mensalão tucano

O publicitário Marcos Valério e os seus sócios, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, foram condenados a 16 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. A sentença se refere ao chamado mensalão tucano.

Leia também: Justiça de Minas Gerais forma maioria para prender Eduardo Azeredo

Os crimes cometidos pelos acusados ocorreram, segundo as investigações, durante a campanha eleitoral da tentativa de reeleição de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998. No mensalão tucano , foram desviados ao menos R$ 3,5 milhões. Todos os réus negam envolvimento nos crimes. 

A sentença contra Marcos Valério, Hollerbach e Paz foi proferida na última sexta-feira (15) pela juíza Lucimeire Rocha, da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte. Porém, ela está prevista para ser publicada apenas nesta terça-feira (19).

De acordo com o Ministério Público, Azeredo teria desviado dinheiro de três estatais mineiras, durante sua campanha. Na ocasião, perdeu o pleito para Itamar Franco (PMDB).

Leia também: Operador tucano é denunciado em primeira ação da Operação Lava Jato paulista

Ainda segundo a denúncia, os recursos das estatais foram transferidos para empresas de Marcos Valério, operador do esquema de corrupção e que, no futuro, estaria implicado no chamado “escândalo do mensalão”.

Mensalão tucano

A denúncia foi oferecida pela Procuradoria-Geral da República em 2007, quando Eduardo Azeredo era senador. Em 2010, ele foi eleito deputado federal e exerceu o mandato até renunciar, em 2014.

A calculada renúncia de Azeredo levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a encaminhar a ação à Justiça mineira, já que ele não mais contava com a prerrogativa de foro privilegiado.

Leia também: Promotor que acusará ex-governador Geraldo Alckmin foi assessor de ex-secretário do tucano

O mensalão tucano consiste num esquema que envolvia a Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig), a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge). O desvio de recursos teria ocorrido por meio de supostos patrocínios a três eventos esportivos: o Iron Biker, o Supercross e o Enduro da Independência.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.