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Em entrevista coletiva, Raul Jungmann, ministro da Segurança Pública, e o general Etchegoyen, apresentaram números da crise e afirmaram estar “comprovado” o envolvimento de patrões em greve

Ministro pediu que caminhoneiros tenham
Reprodução/TV Globo
Ministro pediu que caminhoneiros tenham "consciência" de sofrimento causado no Brasil em decorrência da greve

Os ministros Raul Jungmann, da Segurança Pública, e Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança da Presidência, apresentaram em coletiva de imprensa na noite deste sábado (26) novos números sobre a greve dos caminhoneiros no país.

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De acordo com a dupla, ainda há 566 pontos de bloqueio parcial de estradas, enquanto outros 524 pontos foram liberados pelas forças de segurança.

“Um número praticamente meio a meio entre aquelas que se encontram liberadas e interditadas”, disse Jungmann. “Tivemos seis casos em que o desbloqueio não se deu de forma negociada, em que tivemos que utilizar o choque da Polícia Rodoviária Federal, porém sem vítimas”, acrescentou.

O ministro também subiu o tom das críticas contra parte dos caminhoneiros que seguem paralisados. “Não se esqueçam de que existem famílias sofrendo com a greve, sobretudo as que carecem de atendimento médico. Essa falta de preocupação com os demais tem que cessar. O Brasil não será refém do egoísmo dos caminhoneiros ”, disse.

Os ministros afirmaram ainda que desde o início da paralisação, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) emitiu 400 autos de infração, com multas que somam R$ 2,03 milhões.

Jungmann disse também que têm sido aplicadas multas de R$ 100 mil por hora contra entidades ou empresas que estejam promovendo interdições de estradas pelo país, conforme estipulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o governo, a Polícia Federal (PF) já abriu 37 inquéritos para investigar empresários que tenham incentivado a paralisação das atividades de transporte de cargas, crime chamado de locaute . Jungmann mencionou já terem ocorrido prisões, mas não entrou detalhes.

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“Está comprovado que, em parte, a greve foi criminosamente apoiada por patrões e empresas, que irão seguramente pagar por isso na Justiça”, disse. Ele citou que empresas de transporte e abastecimento atuaram para mobilizar os motoristas, ordenando-lhes que não façam entregas, além de apoiá-los logística e financeiramente.

Papel cumprido?

Apesar da proporção da crise, Etchegoyen e Jungmann afirmaram que os dois principais objetivos do governo – manter o diálogo com os caminhoneiros e pôr termo à greve – têm sido cumpridos.

De acordo como general Etchegoyen, os principais aeroportos do país já caminham para a normalização. Os corredores logísticos do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre foram parcialmente liberados, e as termelétricas tiveram reestabelecidos seus estoques. As refinarias, também, afirma o general, foram “quase todas” desobstruídas.

O general, contudo, não precisou quando a situação estará plenamente normalizada.

* Com informações da Agência Brasil

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