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Presidente recebe autoridades para discutir a alta dos combustíveis e maneiras de encerrar a greve dos caminhoneiros, que já está no seu 4º dia

Michel Temer em reunião no Palácio do Planalto, em fevereiro. Hoje, ele recebe autoridades para discutir combustíveis
Marcos Corrêa/PR - 19.2.18
Michel Temer em reunião no Palácio do Planalto, em fevereiro. Hoje, ele recebe autoridades para discutir combustíveis

O presidente da República, Michel Temer, tem um compromisso a cumprir na manhã desta quinta-feira (24), antes de viajar para Porto Real (RJ) e Belo Horizonte (MG): desde cedo, ele está coordenando, no Palácio do Planalto, uma reunião para discutir o impasse em torno do preço dos combustíveis – que deflagrou a greve dos caminhoneiros em todo o País.

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A conversa ocorre um dia após o anúncio da Petrobras de redução temporária de 10% no valor do diesel nas refinarias. A medida deve durar 15 dias e entrará na pauta da conversa de Michel Temer com os seus convidados do dia. 

O presidente convocou para a reunião os ministros Eduardo Guardia (Fazenda), Moreira Franco (Minas e Energia), Valter Casemiro (Transportes, Portos e Aviação), o presidente da Petrobras, Pedro Parente, e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid.

Com a decisão de ontem (23) da Petrobras, o governo espera conseguir negociar com o movimento dos caminhoneiros, que hoje atinge o quarto dia de greve, paralisando o abastecimento de vários setores no país. Os caminhoneiros se queixam do preço final do diesel.

Trégua

Após a reunião do presidente Temer com os ministros, a previsão é de que outra conversa ocorra ao longo do dia. Será a vez de os ministros se reunirem com as lideranças dos caminhoneiros, a exemplo do que ocorreu ontem, no Palácio do Planalto. O objetivo é conseguir um acordo para encerrar a paralisação e acabar com o bloqueia das rodovias e a ameaça de desabastecimento em vários setores.

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Porém, líderes dos caminhoneiros disseram ontem que o anúncio da Petrobras, de redução de 10% do preço do diesel por 15 dias, não resolve e que, assim, a paralisação continuará.

Impactos

A Petrobras avalia que, a partir da medida, a redução média será de R$ 0,23 por litro nas refinarias, resultando numa queda média de R$ 0,25 por litro nas bombas dos postos de combustível.

A diminuição do preço deve ser maior para o consumidor, porque o imposto incidente acabará sendo menor.

O custo do combustível nas refinarias será de R$ 2,1016, valor fixado para os próximos 15 dias. Ao fim do período, a tarifa será corrigida de forma progressiva até voltar a operar de acordo com a política de preços adotada pela estatal.

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* Com informações da Agência Brasil.

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