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Governo pediu trégua de 15 dias aos caminhoneiros enquanto o Congresso busca costurar um acordo para diminuir o preço do diesel; líder da Associação Brasileira dos Caminhoneiros abandonou reunião antes do fim

Greve dos caminhoneiros gera aumento nos preços de combustíveis pelo Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Greve dos caminhoneiros gera aumento nos preços de combustíveis pelo Brasil

A segunda tentativa do governo de chegar a um acordo com representantes de onze categorias de caminhoneiros terminou em impasse nesta quinta-feira (24). O Planalto apresentou novas condições aos grevistas, mas nem todos os presentes aceitaram a proposta.

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José da Fonseca Lopes, representante da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), foi um dos que disse não à proposta do governo de suspender a greve por um período entre 15 dias a um mês enquanto a Câmara e o Senado trabalham para reduzir o preço do diesel.  

O líder sindical afirmou que outros líderes da categoria apoiaram a proposta de suspender a paralisação, mas ele se recusou e deixou a reunião antes do fim. A Abcam responde por 700 mil caminhoneiros, com 600 sindicatos espalhados pelo Brasil.

“Todo mundo acatou a posição que pediram, mas eu não. Eu coloquei que respeito o que meus colegas pediram e estão sendo atendidos, que acho ser coisa secundária, e disse que vim resolver o problema do PIS, do Cofins e da Cide, que tá embutido no preço do combustível”, defendeu Lopes.

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Lopes acrescentou também que a categoria não pensa em suspender a paralisação enquanto o Senado não aprovar a isenção do PIS/Cofins, projeto aprovado na quarta-feira (23) pela Câmara.

Classe não representada

Enquanto a reunião tomava lugar no 4º andar do Palácio do Planalto, o representante dos motoristas individuais do Centro-Oeste, Wallace Landim, disse que sua categoria não está representada na reunião e que nenhuma decisão acatada pelos grevistas lá presentes será seguida por eles.

Landim afirma ter posição similar à do representante da Abcam e disse que enquanto o fim dos impostos sobre o diesel não estiver confirmado, a paralisação continuará.

“Não somos representados [pelas associações que estão na reunião]. Somos caminhoneiros individuais. Se a gente não estiver participando, não vai ter nenhum resultado. Pode sair de lá e falar que acabou a paralisação, que não adianta. A gente só libera a rodovia quando sair no Diário Oficial. Não estamos pedindo esmola, estamos pedindo o nosso direito”.

* Com informações da Agência Brasil

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