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Pré-candidato pelo PSL, Bolsonaro fez discurso e deu entrevista coletiva em Natal, Rio Grande do Norte, onde passou durante excursão pelo nordeste

Deputado fez discurso e deu entrevista coletiva durante evento de pré-campanha em Natal, Rio Grande do Norte
Nilson Bastian / Câmara dos Deputados
Deputado fez discurso e deu entrevista coletiva durante evento de pré-campanha em Natal, Rio Grande do Norte

O deputado federal Jair Bolsonaro rebateu críticos de sua candidatura nesta sexta-feira (18) durante evento em Natal, Rio Grande do Norte. Questionado sobre a análise de especialistas que afirmaram que sua candidatura poderia perder apoio e derreter, ele afirmou: "eu sou imbroxável . Não vou sair de combate."

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O pré-candidato à presidência pelo PLN está em excursão pelo Nordeste onde pretende angariar votos e o apoio de eleitores órfãos da candidatura do ex-presidente Lula, sobretudo enquanto o PT não viabiliza outro nome, nem declara apoio a outro candidato. Na chegada no aeroporto, como já virou costume, Bolsonaro foi recebido por vários apoiadores gritavam "mito".


Ciente de que a região é um dos principais redutos de votos petistas e de que precisa diminuir a rejeição de 52% para conseguir a vitória num eventual segundo turno, o deputado que está em seu sétimo mandato na Câmara dos Deputados mudou um pouco o discurso que está acostumado a fazer e amenizou o tom das críticas a Lula. Em evento realizado no Palácio dos Esportes Djalma Maranhão, sem citar nomes, afirmou que era "diferente do quadro político que ocupou o Planalto nos últimos 30 anos".

O deputado também tocou em assuntos polêmicos e afirmou que "não há diferença minha para um afrodescendente. Somos iguais, filhos e pais, héteros e homos" para depois questionar "quem não tem um amigo homo? Duvido que não tenha!" Frente a uma plateia que ocupou meia quadra do ginásio poliesportivo, o deputado paulista também afirmou que é nordestino "tanto quanto vocês" antes de completar dizendo que é "casado com a filha de um cearense" e que por isso tinha "sangue cabra da pesta." 

Ao fim do discurso, Bolsonaro deixou o palco decorado com bandeiras do Brasil e bexigas verde e amarelas ao som de um jingle em ritmo de forró que dizia "o Nordeste acordou / o Nordeste decidiu tirar o pé da lama / Eu sou Bolsonariano / É bom Jair se acostumando".


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"A Amazônia não é nossa"

Pouco depois, o deputado participou de entrevista coletiva e respondeu a todas as perguntas feitas pelos jornalistas em tom mais bem humorado do que o de costume. Começou afirmando que acredita que tem eleitores que “escondem” que votarão nele e que por isso passará do 20% de votos e chegará ao segundo turno “se não der nenhuma canelada”.

Já num eventual governo, anunciou que seu ministro da Defesa será “um general de quatro estrelas”, e não um “desarmamentista e comunista como é Raul Jungmann”, atual ministro da Segurança Pública. Na sequência revelou que copiará a legislação norte-americana" e que "a arma de fogo, com algum critério, deve ser direito de posse de vocês. Sem segurança não há economia", mas a frente, completou:"combate-se a violência com mais violência."

Sobre as questões políticas, o pré-candidato afirmou que comparecerá a todos os debates que for chamado e desprezou possíveis apoios em um eventual segundo turno. “No segundo turno não precisa de apoio”, afirmou. Isso um dia depois de ter acenado ao Partido da República dizendo que, se dependesse dele, o senador Magno Malta (PR-ES) seria seu vice.

Antes de encerrar, o deputado afirmou que pretende reduzir de 29 para 15 o número de ministérios e mencionou que acabaria com o Ministério das Cidades, além de fundir os da Agricultura e do Meio Ambiente.

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Nesse aspecto, Bolsonaro surpreendeu a todos saindo da linha nacionalista que costuma adotar ao afirmar que "a Amazônia não é nossa." Ele defendeu a abertura da região para exploração internacional depois de completar dizendo que "é com muita tristeza que digo isso, mas é uma realidade. E temos como explorar essa região em parceria."

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