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Polícia Federal investiga obra na casa de Maristela Temer, supostamente paga por coronel Lima, amigo do emedebista; suspeita é que reforma tenha sido usada para lavar dinheiro de propinas

Filha de Michel Temer disse que foi ele quem indicou que ela procurasse coronel Lima para auxiliá-la em reforma; gastos giram em torno de R$ 700 mil
Marcos Corrêa/PR - 22.11.17
Filha de Michel Temer disse que foi ele quem indicou que ela procurasse coronel Lima para auxiliá-la em reforma; gastos giram em torno de R$ 700 mil

Maristela Temer, filha de Michel Temer , afirmou em depoimento à Polícia Federal no dia 3 de maio que foi seu pai quem a indicou que procurasse João Baptista Lima Filho, o coronel Lima , para auxiliá-la na reforma de sua casa. Lima é amigo e sócio de longa data do emedebista.

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Maristela também disse que não guardou nenhuma nota fiscal referente aos gastos da reforma que, segundo ela, giram em torno de R$ 700 mil. O teor do depoimento foi obtido pelo portal de notícias G1 .

A filha do presidente afirma que Maria Rita Fratezi , casada com o coronel Lima, prestou serviços a ela de forma gratuita na reforma. Fratezi e o marido são donos da Argeplan, empresa de arquitetura e engenharia.

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Já sobre os pagamentos em dinheiro feitos em dinheiro vivo por Fratezi a fornecedores de materiais para a obra, Maristela disse que ressarcia a arquiteta. Aos policiais, disse ela:

“Que alguns pagamentos da obra foram realizados diretamente por Fratezi, em função de descontos que possuía junto às empresas do ramo por ser arquiteta. Que posteriormente, a ressarcia de tais despesas; que reitera que a declarante nunca a contratou de fato para executar a obra, de forma remunerada pela depoente por tal serviço, sendo que a relação de Fratezi com a depoente sempre foi de auxílio nas necessidades de obra."

A Polícia Federal suspeita que as obras na casa de Maristela foram usadas na lavagem de dinheiro de propinas. Coronel Lima chegou a ser preso no início do ano em um desdobramento dos inquéritos que correm contra Michel Temer e seu séquito. Ele foi solto dias depois, mas se negou a prestar depoimento.

Maristela disse também que não se lembra dos nomes dos prestadores de serviços e dos fornecedores de materiais. Por fim, disse que Michel Temer , seu pai, não pagou pelas obras e tampouco pediu que coronel Lima e Fratezi arcassem com os custos da reforma.

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