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Wilson Alves, ex-funcionário da Transnacional, afirma que remessas eram entregues em escritório de José Yunes, amigo de Michel Temer (MDB); Odebrecht teria pagado R$ 10 milhões em propinas

Marcos Corrêa/PR - 2.5.18
"Lamento, mas tenho de enfrentar", diz Michel Temer (MDB) sobre protestos com gritos de 'golpista'

Novos depoimentos voltam a acossar o mandatário Michel Temer (MDB) . De acordo com o portal de notícias  G1 , Wilson Francisco Alves, ex-executivo da Transnacional, afirmou à Polícia Federal que o escritório de José Yunes , advogado, amigo e assessor pessoal de Temer, era o local de entrega de remessas de dinheiro. 

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Alves afirma que levou dinheiro ao escritório em três ou quatro oportunidades, entre 2013 e 2014. Michel  Temer e a alta cúpula do MDB são suspeitos de receber R$ 10 milhões da Odebrecht a título de propina; em troca, atuariam em favor da empreiteira nas esferas do governo.

Antes de Alves, o policial militar Abel de Queiroz também apontou o escritório de Yunes como local de entrega de remessas de dinheiro. A defesa do advogado nega as informações e diz que só poderá comentar o caso quando tiver acesso ao todo das delações.

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Medidas cautelares contra Temer

Michel Temer deixará o Palácio do Planalto no fim de dezembro, perdendo assim direito ao foro privilegiado por prerrogativa de cargo. Por isso, as investigações que correm contra ele irão para a Justiça comum, saindo da tutela do Supremo Tribunal Federal (STF).

Quando isto acontecer, um grupo de procuradores que apura supostos desvios éticos do emedebista já fala em possíveis medidas cautelares contra Michel Temer em 2019.

Duas denúncias já foram apresentadas contra o presidente, mas foram barradas pela Câmara dos deputados. Uma terceira denúncia, comenta-se em Brasília, estaria sendo preparada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

O próprio advogado de  Michel Temer  , Claudio Mariz de Oliveira já admite, que o cerco ao líder emedebista se acirrará em janeiro. “Começará uma ativa e intensa ação persecutória, de investigação, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal”. O defensor, contudo, disse não acreditar em medidas “extremas” como condução coercitiva ou prisão.

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