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Ex-colega de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes avaliou as chances do ex-ministro na disputa pela presidência; bem cotado em pesquisas eleitorais, Barbosa ainda não decidiu se sairá candidato

Gilmar Mendes
Nelson Jr./TSE - 19.12.17
Gilmar Mendes

Em entrevista ao apresentador José Luiz Datena veiculada neste sábado (5), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse ver dificuldades no caminho da candidatura de seu ex-colega – e desafeto na Corte – Joaquim Barbosa , recém-filiado ao PSB.

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“Do que eu conheço no Joaquim, eu o vejo com muita dificuldade em atuar na vida política”, avaliou o ministro. Contudo, ele afirmou ver “capacidade e propósitos” no ex-colega. Nos tempos de ministro, Barbosa foi um dos mais ferrenhos opositores às posições de Gilmar Mendes , papel hoje desempenhado pelo ministro Luís Roberto Barroso.

"Sem dúvida nenhuma o ministro Joaquim tem qualificações para a função, mas a mim, me parece, que ele terá imensas dificuldades nesse diálogo”, analisou Barbosa.

O ministro do STF também teceu comentários sobre as possibilidades eleitorais do ex-presidente Lula (PT).

"Eu acho que com a condenação ele está inelegível. Eu tenho a impressão de que ele próprio já percebeu, pelos processos que tem e com as investigações em andamento, que sua candidatura não seria viável”, opinou Barbosa.

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Barbosa ainda não convenceu a si

Em meio às especulações que envolvem sua possível candidatura à presidência da República, o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa participou de uma reunião com os dirigentes nacionais do PSB , partido ao qual se filiou no início do mês.

Questionado por jornalistas na entrada e na saída da reunião, Joaquim Barbosa não confirmou se será candidato à presidência. Apesar de ter aparecido bem na primeira pesquisa eleitoral em que seu nome foi apresentado aos entrevistados, atingindo 10% da preferência do eleitorado, o ex-ministro citou a contrariedade de seus familiares com a candidatura e questões internas do PSB como entraves.

“Há dificuldades dos dois lados. O partido tem a sua história e as suas dificuldades regionais. E, do meu lado, eu tenho as minhas dificuldades de ordem pessoal. Não consegui ainda convencer a mim mesmo de que devo ser candidato”, disse

Dentro do PSB, há uma ala que prefere se aliar ao PT, visando a força do partido no nordeste. Já o núcleo paulista do partido, representado pelo governador Márcio França, pretende apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) na corrida presidencial.

Contudo, dirigentes avaliam que caso Barbosa decida se lançar candidato e siga pontuando bem nas pesquisas, cedo ou tarde o partido tenderá para o seu lado.

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