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Militantes do MST armaram acampamento na fazenda da família de Geddel Vieira Lima (MDB), ex-ministro de Temer; de acordo com a Polícia Civil, não há registro de violência

Movimentos sociais ocupam fazenda da família de Geddel e pedem a redistribuição das terras
Reprodução/Justiça Federal do DF
Movimentos sociais ocupam fazenda da família de Geddel e pedem a redistribuição das terras

Dezenas de militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra ( MST ) ocuparam, na madrugada de domingo (29), uma fazenda no interior da Bahia que pertence à família de Geddel Vieira Lima ( MDB ), ex-ministro de Michel Temer.

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De acordo com a Polícia Civil, a invasão ocorreu sem violência. A fazenda fica em Maiquinique, no sudoeste do estado, e os policiais estão de prontidão à espera de um pedido de reintegração de posse, o que deve acontecer após o feriado de 1º de maio.

Esta não é a primeira vez que a fazenda de Geddel é ocupada por movimentos sociais. Em setembro do ano passado, um grupo de índios pataxós acampou no local e argumentou que a área, no passado, pertenceu aos seus antepassados.

Geddel está preso na penitenciária de Papuda, em Brasília, desde o fim do ano passado. A situação do ex-ministro com a Justiça se deteriorou após a Polícia Federal, provocada por uma denúncia anônima, encontrar R$51 milhões em dinheiro vivo em um apartamento que pertence ao emedebista.

O ex-ministro de Temer não negou que o dinheiro ou o apartamento fossem dele; contudo, afirma que as provas foram conseguidas de maneira ilegal, e por isso pede a anulação de seu conteúdo.

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 “Simples guarda de valores”

Em resposta enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa de Geddel Vieira Lima afirmou que a origem dos R$ 51 milhões encontrados em seu apartamento em Salvador são uma "simples guarda de valores em espécie".

De acordo com a defesa do ex-ministro, o irmão dele, o deputado federal Lúcio Vieira Lima ( MDB -BA), e a matriarca da família, Marluce Vieira Lima, também não podem ser acusados dos crimes porque a denúncia está baseada em uma "verdadeira teia de ilações e suposições".

Segundo os advogados, os valores são fruto de "investimentos no mercado de incorporação imobiliária, com dinheiro vivo".

"Imputa-se ao peticionário a pretensa prática de supostas (contudo, jamais comprovadas!) condutas: (Simples!) Guarda de valores em espécie em apartamento localizado na cidade do Salvador, alegadamente vinculado a Geddel Quadros Vieira Lima", diz a defesa.

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