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Ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa foi a preferência de 10% dos entrevistados em pesquisa eleitoral sobre presidência da República; filiado recentemente ao PSB, ele ainda não decidiu se será candidato

Joaquim Barbosa considera que o impeachment de Dilma foi uma
Fellipe Sampaio/SCO/STF - 1.7.2014
Joaquim Barbosa considera que o impeachment de Dilma foi uma "encenação" e é crítico ao governo Temer

Em meio às especulações que envolvem sua possível candidatura à presidência da República, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa participou de uma reunião com os dirigentes nacionais do PSB , partido ao qual se filiou no início do mês.

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Questionado por jornalistas na entrada e na saída da reunião, Joaquim Barbosa não confirmou se será candidato à presidência. Apesar de ter aparecido bem na primeira pesquisa eleitoral em que seu nome foi apresentado aos entrevistados, atingindo 10% da preferência do eleitorado, o ex-ministro citou a contrariedade de seus familiares com a candidatura e questões internas do PSB como entraves.

“Há dificuldades dos dois lados. O partido tem a sua história e as suas dificuldades regionais. E, do meu lado, eu tenho as minhas dificuldades de ordem pessoal. Não consegui ainda convencer a mim mesmo de que devo ser candidato”, disse ao jornal Folha de S.Paulo .

Dentro do PSB, há uma ala que prefere se aliar ao PT, visando a força do partido no nordeste. Já o núcleo paulista do partido, representado pelo governador Márcio França, pretende apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) na corrida presidencial.

Contudo, dirigentes avaliam que caso Barbosa decida se lançar candidato e siga pontuando bem nas pesquisas, cedo ou tarde o partido tenderá para o seu lado.

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De olho no potencial do ex-ministro em atrair votos, membros do PDT de Ciro Gomes e da Rede de Marina Silva buscaram aproximação com o PSB para compor uma chapa tendo como vice Joaquim Barbosa.

O partido, contudo, afastou a possibilidade: “não convidamos o Joaquim Barbos a para ser vice de ninguém. Quem tem essa esperança pode esquecer”, disse Carlos Siqueira, presidente do partido, à Folha .

O presidente nacional da sigla também comemorou a marca alcançada pelo ex-ministro nas pesquisas mais recentes.

“Há candidatos que já estão até há um ano ou meses de pré-campanha e não conseguiram decolar. O único que conseguiu decolar foi o candidato que não pode ser candidato”, disse, em referência ao ex-presidente Lula (PT) .

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