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Operação Rizoma – mais um desdobramento da Lava Jato – apura esquema de fraudes em fundos de pensão; são dez mandados de prisão e 21 de busca

Nesse desdobramento da Lava Jato, são cumpridos mandados no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal
Agência Brasil
Nesse desdobramento da Lava Jato, são cumpridos mandados no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal

Agentes da Polícia Federal cumprem, na manhã desta quinta-feira (12), dez mandados de prisão e outros 21 de busca e apreensão na chamada Operação Rizoma – um novo desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, que investiga fraudes em fundos de pensão dos Correios e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

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A operação, que partiu de uma decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7ªVara Federal Criminal, é deflagrada no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal. Essa é a primeira vez que a Lava Jato do Rio chega a fundos de pensão.

Entre os presos, está o empresário Arthur Mário Pinheiro Machado, que foi detido em São Paulo. Ele é apontado como operador do MDB e criador da Nova Bolsa. Já no Rio, os agentes prenderam o economista Marcelo Sereno, que é ligado ao PT.

Sereno foi assessor especial do Ministério da Casa Civil durante o governo Lula, na mesma época em que José Dirceu era ministro da Casa Civil.

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Além dos dois, é alvo da operação o lobista Milton Lyra, já citado pela PF como operador de políticos, e é alvo de investigações que estão no Supremo Tribunal Federal (STF). Os agentes também vão prender Ricardo Siqueira Rodrigues, conhecido como Ricardo Grande, apontado como o maior operador de fundos de pensão no País.

Fraudes em fundos de pensão

A chamada Operação Rizoma, que conta com a participação do Ministério Público Federal, investiga os crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, por meio de investimentos malsucedidos que geraram prejuízos aos fundos de pensão Postalis, dos Correios, e Serpros, do Serpro.

Segundo a PF, valores oriundos dos fundos de pensão eram enviados para empresas no exterior, gerenciadas por um operador financeiro brasileiro. Tais remessas, apesar de aparentemente regulares, referiam-se a operações comerciais e de prestação de serviços inexistentes.

Depois de receber os recursos desviados, ainda segundo a PF, o operador financeiro pulverizava o dinheiro em contas de doleiros também no exterior, que disponibilizavam os valores em espécie no Brasil para suposto pagamento de propina.

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De acordo com a PF, o nome da operação, Rizoma, se refere ao significado que tal palavra tem na botânica, como uma espécie de caule que se ramifica sob a terra. A polícia explicou ainda que o nome desse desdobramento da Lava Jato é uma referência “ao processo de lavagem de dinheiro e ao entrelaçamento existente entre as empresas investigadas”.

* Com informações da Agência Brasil.