"Lava Jato continua forte e equipe do grupo de inquéritos continua íntegra", disse Galloro ao assumir função após polêmicas com antecessor Segovia

Rogério Galloro durante cerimônia de posse na direção-geral da Polícia Federal
Reprodução/NBR - 2.3.18
Rogério Galloro durante cerimônia de posse na direção-geral da Polícia Federal

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, deu posse na manhã desta sexta-feira (2) a Rogério Galloro no posto de diretor-geral da Polícia Federal. Ele assume o cargo que era ocupado desde novembro por Fernando Segovia – que foi  demitido por Jungmann após se ver envolvido em polêmicas no último mês.

Rogério Galloro garantiu durante a cerimônia de posse realizada no Palácio da Justiça, em Brasília, que a Operação Lava Jato "continuará forte”, bem como o  Ginq, grupo responsável pelos inquéritos da Polícia Federal junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 “As conquistas dos últimos anos são marcantes para a PF e indeléveis para a história da instituição. Essa responsabilidade só será respeitada com dedicação, fidelidade constitucional e coragem", disse o novo diretor-geral da corporação.

"A Lava Jato continua forte e a equipe do Ginq continua íntegra. Desde já reafirmo o compromisso do ministro Jungmann de reforçar a equipe”, continuou Galloro, destacando que  sua gestão buscará valorizar servidores e aprofundar a integração de suas unidades.

“O crime não é mais forte do que o Estado brasileiro. Iniciei minha carreira em uma unidade descentralizada em São Paulo. Elas devem ser objeto de nossa dedicação, porque é lá que entendemos estar o desafio de ser da Polícia Federal”, ressaltou.

A equipe de Galloro na PF terá como diretora-executiva Silvana Helena Borges. Integram ainda a nova cúpula da corporção o diretor de Combate ao Crime Organizado, Elzio Vicente da Silva; o diretor de Inteligência Policial (DIP) Umberto Ramos Rodrigues; o diretor de Gestão de Pessoal Delano Bunn; e o diretor de Logística, Fabricio Kelmer.

Recursos para o novo Ministério da Segurança Pública

O ministro Raul Jungmann voltou a defender que, a exemplo das áreas de saúde e educação, a segurança tenha também uma previsão mínima no Orçamento. De acordo com ele, essa é uma forma de se avançar no sentido de “universalizar o direito à segurança”.

“Embora pertença à área social, a segurança pública não faz parte da área de seguridade social, onde está a saúde e educação. Todos esses setores encontraram formas de regular e ter piso garantido ou leis que asseguram a cada um deles um mínimo para o seu funcionamento”, disse. “Isso não acontece com a segurança pública, que é o patinho feio da área social de nosso país. Não há regulamentação para garantir a estabilidade da segurança. Mas isso é um problema da Constituição”, acrescentou.

Jungmann criticou o fato de que 80% das atribuições da ordem da segurança pública estar com os governos estaduais, quando, segundo ele é a PF que "responde por basicamente a totalidade com a ordem da segurança publica da União”.

Rogério Galloro assume o comando da Polícia Federal após Fernando Segovia causar mal-estar por conta de entrevista em que sugere que deveria pedir o arquivamento da investigação contra o presidente Michel Temer sobre o Decreto dos Portos. Segovia irá assumir função na Embaixada do Brasil em Roma , na Itália.

*Com reportagem da Agência Brasil

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