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Marcos Corrêa/PR - 1.2.18
Michel Temer enfrenta denúncias no STF

Em seu depoimento prestado à Polícia Federal na quinta-feira (29), Antônio Celso Grecco , um dos donos da empresa Rodrimar, caiu em contradição e colocou em dúvida a versão de Michel Temer (MDB) sobre encontros que os dois teriam mantido. A informação é do portal UOL .

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Grecco foi uma das 13 pessoas presas provisoriamente na operação Skala, desdobramento da investigação que busca averiguar práticas corruptas no setor portuário brasileiro, em que atua a Rodrimar , e que atingiram amigos e pessoas próximas ao presidente Temer.

O empresário disse que conversou com o presidente sobre demandas da empresa. Temer , por sua vez, afirmou por escrito à Polícia Federal que os dois jamais trataram do tema nas ocasiões em que se encontraram.

Grecco alega que falou com Temer sobre um projeto empresarial entre a Rodrimar e o grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, que estava sendo barrado pelo governo federal, na época em que o emedebista era vice-presidente.

Temer teria respondido, de acordo com Grecco: “vou ver o que vou fazer”.

No fim do ano passado, contudo, quando perguntado pela PF sobre os encontros com o presidente, Grecco afirmou que eles não trataram de demandas da Rodrimar.

Já em janeiro deste ano, o presidente também respondeu por escrito à PF que nunca tratou do tema com Grecco. Ele afirmou que esteve com o empresário “em duas ou três oportunidades, sendo que jamais tratei de concessões para o setor portuário”.

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E acrescentou que “nenhum pedido me foi formulado por ele em ocasião nenhuma”.

Deflagrada nesta quinta-feira em São Paulo e no Rio de Janeiro, a Operação Skala faz parte do inquérito que investiga se o presidente Michel Temer aceitou propina da Rodrimar, empresa que opera o porto de Santos, em São Paulo, em troca de favorecimento ao grupo por meio da edição de decreto que regulamente contratos de concessão e arrendamento do setor portuário.

Também são investigados no inquérito o ex-assessor da Presidência Rodrigo Rocha Loures, os amigos pessoais de Temer José Yunes e o coronel Lima, e os empresários Antonio Grecco e Ricardo Mesquita, ligados à Rodrimar.

Quanto à prisão preventiva de seus amigos investigados, Temer denunciou que os procuradores “usam métodos totalitários, com cerceamento dos direitos mais básicos para obter, forçadamente, testemunhos que possam ser usados em peças de acusação”.

A nota da Presidência conclui dizendo que “o atropelo dos fatos e da verdade busca retirar o presidente da vida pública, impedi-lo de continuar a prestar relevantes serviços ao país”. O Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal ainda não se manifestaram sobre as acusações de  Michel Temer .

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