undefined
TV Gazeta
José Yunes, ex-assessor do presidente Michel Temer (MDB)

Os advogados do ex-assessor e amigo próximo do presidente Michel Temer (MDB), José Yunes , entraram com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar revogar a prisão temporária de cinco dias autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso.

Leia também: Temer não tem nada a ver com isso, diz Marun após prisões por Decreto dos Portos

Yunes é um dos investigados na Operação Skala , deflagrada na manhã de quinta-feira (29) pela Polícia Federal.

Os advogados de Yunes alegam à Barroso que a prisão é desnecessária. A defesa argumenta que o amigo de Temer já prestou esclarecimentos três vezes à PF e foi reinquirido na quinta (29) sobre os mesmos fatos.

Barroso é o relator do chamado Inquérito dos Portos no STF. Além de Yunes, foram detidos o ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da estatal Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Wagner Rossi; o presidente do Grupo Rodrimar, Antônio Celso Grecco; e a empresária Celina Torrealba, uma das proprietárias do Grupo Libra, que também atua no ramo portuário.

A investigação apura se houve favorecimento à empresa Rodrimar S/A na edição do chamado Decreto dos Portos, assinado pelo presidente Michel Temer em maio de 2017.

Já defesa de Rossi afirmou que o ex-ministro está aposentado há sete anos e que não atuou mais profissionalmente desde então.

Leia também: ‘Somos os 99% da população’, diz vereadora mais votada de BH

“Nunca mais participou de campanhas eleitorais ou teve relacionamentos políticos. Nunca foi chamado a depor no caso mencionado. Portanto, são abusivas as medidas tomadas. Apesar disso, Wagner Rossi está seguro de que provará sua inocência”, disseram, por meio de nota, seus advogados.

A Rodrimar, por sua vez, emitiu nota afirmando que "nunca pagou propina a nenhum agente público e nunca autorizou que alguém o fizesse em seu nome".

Em relação ao Decreto dos Portos, a empresa afirma que os dirigentes "atuaram, sim, como representantes e parceiros das entidades setoriais no sentido de ajudar a construir o texto de um decreto".

A companhia prossegue alegando que "todas as empresas que atuam nos portos brasileiros participaram ativamente desses esforços" e que "o decreto não beneficiou nenhuma empresa".

Também por meio de nota, o Grupo Libra disse que está prestando os esclarecimentos à Justiça, e que uma de suas acionistas depôs à Polícia Federal .

* Com informações da Agência Brasil

Leia também: Após dizer que PT 'colhe o que planta', Alckmin condena ataque a ônibus de Lula

    Veja Também

    Mais Recentes

      Mostrar mais

      Comentários