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Em reinauguração de biblioteca na favela de Manguinhos, que passou a levar o nome de Marielle Franco (PSOL), governador do Rio foi vaiado e recebeu cobrança de Monica Benício, mulher da vereadora assassinada

Homenagem a Marielle Franco (PSOL) no Rio de Janeiro. Vereadora foi assassinada no dia 14 de março
Marcelo Freixo/Twitter
Homenagem a Marielle Franco (PSOL) no Rio de Janeiro. Vereadora foi assassinada no dia 14 de março

Geralmente, cerimônias de inauguração de obras públicas são momentos que os políticos usam para se projetar positivamente junto ao eleitor, mas esse não foi o caso para Luiz Fernando Pezão (MDB) , governador do Rio de Janeiro.

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Ele esteve presente na reabertura, nesta quinta-feira (29), da Biblioteca Parque de Manguinho, que passou a levar o nome de biblioteca Marielle Franco em homenagem à vereadora do PSOL assassinada no dia 14 de março. Estavam presentes, além do governador, o pai, a mãe e a viúva de Marielle .

Em seu discurso, Monica Tereza Benício, mulher da vereadora assassinada, cobrou duramente o político do MDB .

“Haverá sangue na mão do governador até que a Polícia Civil resolva a morte da vereadora”, disse, diante de Pezão. A informação é do jornal O Globo .

O espaço estava fechado há mais de um ano, outro dos motivos das críticas ao governador. Quando estava para discursar, foi vaiado pela plateia.

“Retorno triste por esses dias que ficaram fechados”, disse o governador, sendo prontamente rebatido pelos presentes, que afirmaram que “foi mais de um ano, não foram dias, não”.

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Marinete da Silva, mãe da vereadora do PSOL, também discursou. “A covardia que fizeram com a minha filha não tem tamanho. É inadmissível, ela sempre se envolveu em projetos sociais variados, desde criança. Não tinha motivo para isso”, lamentou.

Duas semanas sem respostas

O assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes aconteceu no dia 14 de março, e até então as investigações não divulgaram informações sobre quem foram os mandantes e quem atirou contra o carro da vereadora.

Na quarta-feira (28), contudo, delegados da Polícia Civil afirmaram que a apuração sobre o crime avançou, mas não revelou detalhes.

“Eles deram indicativo que houve avanço e reafirmaram a disposição em encontrar os assassinos e descobrir qual foi a motivação”, disse ao jornal O Globo o deputado federal Glauber Rocha (PSOL).

Ministros, candidatos à Presidência da República e até as Nações Unidas já cobraram uma resolução rápida do crime que vitimou Marielle e Anderson.

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