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Reprodução/Facebook
Flávio Rocha deve ficar à frente da Riachuelo apenas até o final do mandato, em abril, para concorrer à presidência em 2018

Flávio Rocha , dono da Riachuelo , irá mudar de partido para tentar viabilizar sua candidatura à presidência da República nas eleições de outubro. Atualmente filiado ao PR, o empresário migrará para o PRB de Celso Russomano , onde, crê, terá mais chances de disputar o cargo. A informação é do jornal O Estado de São Paulo .

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O novo partido de Rocha já avisou que focará esforços e recursos para aumentar sua bancada na Câmara. Mas, como o empresário poderá empenhar recursos próprios em sua candidatura, a legenda não exclui a possibilidade de apoiá-lo em uma eventual candidatura ao Planalto, caso as pesquisas apontem que seu nome é agradável ao eleitorado.

Rocha já disse em outras ocasiões que não pretende ser vice de nenhum candidato. Contudo, membros do PRB cogitam que o empresário pode vir a compor uma chapa junto a presidenciáveis de direita como Bolsonaro (PSL), Álvaro Dias (Podemos) ou Rodrigo Maia (DEM), caso as mesmas pesquisas apontem que sua candidatura é inviável.

O empresário já avisou ao grupo Guararapes, que administra a Riachuelo, que irá se afastar de suas funções em abril para concorrer à Presidência. Diz o comunicado divulgado pela empresa: “Em razão do tempo a ser desprendido no exercício das atividades de candidato à Presidência da República, a companhia informa que Flávio Gurgel Rocha não será indicado para reeleição de diretor de Relação com Investidores”.

Meirelle na disputa

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também já decidiu, e Michel Temer confirmou: ele deixará o ministério no início de abril para poder se candidatar nas eleições de outubro deste ano. “Já era a intenção dele. Acertamos nesses últimos dias”, afirmou Temer à reportagem do jornal O Estado de São Paulo .

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Meirelles também deve mudar de partido, deixando o PSD de Kassab, que acena com apoio à candidatura presidencial do governador Geraldo Alckmin (PSDB), para migrar ao MDB de Temer, Jucá e Calheiros, onde, avalia Meirelles, ele tem mais chances de encontrar apoio para suas pretensões presidenciais.

O que não está ainda claro é o cargo a que Meirelles irá concorrer. A princípio, a intenção do ministro é dusputar à presidência da República, mas, caso seu nome se mostre inviável nas pesquisas de intenções de voto, ele pode aceitar compor uma possível chapa ao lado de Temer, concorrendo como vice.

Já o presidente, embora tenha dado sinais de que quer concorrer, ainda não oficializou sua intenção. Meirelles, assim, ficaria na “reserva” do partido e seria lançado candidato caso Temer, que registra recordes de rejeição entre os eleitores, prefira não disputar a reeleição.

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