Ciro Gomes foi ministro da Integração nos anos Lula
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Ciro Gomes foi ministro da Integração nos anos Lula

Seria um fato inédito na história brasileira desde a redemocratização, mas no caso de o Tribunal Superior Eleitoral não aceitar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , lideranças do PT defendem que o partido desista de uma candidatura própria e apoie Ciro Gomes (PDT) na corrida presidencial. A informação é do portal Uol .

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Quem expressou a possibilidade foi o governador da Bahia, o petista Rui Costa. “Não podemos ficar nessa marra de que, se não há um nome natural do PT e se o Lula não puder ser candidato, por que não pode ser de outro partido? Acho que pode e acho que essa discussão, se ocorrer, no momento exato, nós vamos fazer esse debate”, disse ao Uol .

Desde as eleições presidenciais de 1989, o Partido dos Trabalhadores sempre contou com um candidato ao Planalto – e esse candidato sempre foi Lula. No entanto, a possibilidade de o líder petista ser barrado pela Lei da Ficha Limpa é grande.

Assim, aumenta a possibilidade de algum candidato de direita ou extrema-direita vencer – Alckmin (PSDB) ou Bolsonaro (PSL), no caso. Para evitar que isso aconteça, o partido cogita apoio a Ciro Gomes , que apresenta bom desempenho nas pesquisas eleitorais e tem potencial para herdar os votos de Lula.

O pedetista, inclusive, foi ministro da Integração do ex-presidente. Nos últimos anos ele tem discordado de políticas do PT, mas o tom das críticas mais recentes baixou, justamente porque ele antevê a possibilidade de uma aliança.

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Oficialmente, o PT nega que esteja discutindo alternativas à Lula. “Vamos com Lula até o fim porque ele é inocente e tem o direito de ser candidato. E o povo tem o direito de votar em Lula. O que nossos adversários querem é outro candidato para afastar Lula da eleição e convalidar a tese de que ele é culpado e inelegível. Não vamos cair nessa armadilha”, escreveu Gleisi Hoffmann, presidente do partido, no Twitter.

PSB pode apoiar Ciro

Em sua convenção nacional realizada no último fim de semana, o diretório do PSB definiu sua estratégia para as eleições de 2018. Sem apontar nomes, o partido deixou em aberto três possibilidades: ou terá candidato próprio à presidência; ou, no caso de não atrair um nome de peso, não apoiará ninguém; ou, ainda, poderá se aliar a algum candidato que seja contrário às privatizações e às reformas liberais de Temer (MDB).

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Isso significa que a pretensão do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), de contar com o apoio – e o palanque, os minutos de TV e a estrutura partidária – do PSB será frustrada.

O PSB não esconde as esperanças que tem de atrair o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa para os seus quadros, lançando-o candidato à presidência da República – Barbosa, protagonista das condenações de políticos no “mensalão”, contudo, está reticente sobre a possibilidade.

Assim, a maior possibilidade é de que, caso decida apoiar alguém de fora do partido, o PSB aposte mesmo em Ciro Gomes, ferrenho crítico do governo do Temer.

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