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Facebook/Marina Silva/Reprodução
Bandeira de campanha da ex-senadora Marina Silva deverá unir desenvolvimento econômico com a defesa do meio ambiente

Bem colocada nas pesquisas eleitorais, a presidenciável Marina Silva (Rede), corre o risco de ficar de fora dos debates eleitorais em TVs e rádios que antecederão as eleições.

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Isso porque a legislação eleitoral obriga os veículos de comunicação a convidar apenas os candidatos cujos partidos contem com pelo menos cinco parlamentares. Criado oficialmente em 2015, o partido de Marina, a Rede Sustentabilidade , conta agora com apenas três congressistas.

A situação se configurou na semana passada, quando os deputados federais Aliel Machado e Alessando Molon se desfiliaram do partido. Os dois eram importantes vozes na Rede – Molon foi o deputado federal mais votado do PT no Rio de Janeiro em 2014.

Os dois explicaram que saíram do partido por diferenças com Marina e seu entorno. Ao jornal O Globo , Molon criticou a falta de foco do partido.

“Marina tem uma história indiscutível de luta e superação, e não tenho dúvida da preocupação dela com a questão social. No entanto, a meu ver, a Rede não coloca como maior desafio brasileiro a superação das desigualdades”, explicou.

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Ainda, quando perguntado sobre qual é o principal foco do partido, o deputado fluminense disse que não saberia dizer.

Surgindo em terceiro lugar nas pesquisas eleitorais em cenários em que Lula (PT), seu antigo padrinho político, tem a candidatura confirmada pela justiça, Marina ainda tem como trunfo político o fato de não ter sido envolvida em nenhum escândalo de corrupção em sua carreira – um verdadeiro diferencial entre os políticos do país.

Ainda, a candidata da Rede herda votos do líder petistas na eventualidade de ele ser impedido de concorrer. Por fim, Marina obteve 20 milhões de votos nas eleições de 2014 e 19 milhões na de 2010 – número que faria brilhar os olhos de Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles ou Rodrigo Maia, presidenciáveis que, embora contem com respaldo entre os congressistas, não alcançam, juntos, sequer 10% das intenções de votos.

Agora, Marina e a Rede terão de correr contra o relógio para convencer ao menos dois parlamentares a migrar para o partido, o que garantiria a candidata nos debates eleitorais. O prazo final para a troca de partidos é 7 de abril.

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