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Fabio Rodrigues Pozzebo/Agência Brasil
Ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral já havia sido condenado três vezes pelo juiz Bretas e uma vez pelo juiz Moro

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB) foi condenado nesta sexta-feira (2) a cumprir 13 anos e 4 meses de prisão por crimes de lavagem de dinheiro e integrar organização criminosa. Essa já é a quinta condenação do político no âmbito de processos da Operação Lava Jato e agora as penas impostas a ele já chegam a 100 anos de prisão.

A nova sentença condenatória contra Sérgio Cabral foi proferida pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do RJ, no âmbito da  ação que apura irregularidades acerca da compra de joias da joalheria H.Stern. Também foram condenados a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo (10 anos e 8 meses), e os operadores Carlos Miranda (8 anos e 10 meses) e Carlos Bezerra (4 anos).

O juiz Bretas considerou que Cabral foi "mentor intelectual" do esquema que possibilitou a lavagem de R$ 4,5 milhões em cinco operações de compras de joias. As irregularidades teriam ocorrido entre 2009 e 2014 e foram reveladas por executivos da joalheria H.Stern em acordos de delação premiada.

Segundo a denúncia oferecida pelos procuradores da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro, os operadores Carlos Miranda e Carlos Bezerra adquiriram as joias em cinco ocasiões visando ocultar a origem e propriedade de "valores provenientes de crime".

As joias adquiridas sem a emissão de nota fiscal eram: um brinco de ouro branco de 18 quilates com brilhante solitário (no valor de R$ 1,3 milhão); um brinco de ouro amarelo 18 quilates com brilhante solitário (no valor de R$ 1,8 milhão); um anel de ouro amrelo 18 quilates com brilhante solitário (no valor de R$ 1,1 milhão); um brinco de ouro amarelo 18 quilates com rubi (no valor de R$ 262 mil); e um conjunto formado uma pulseira de ouro amarelo 18 quilates com diamante, um brinco de ouro amarelo 18 quilates com diamante, e um anel de ouro amarelo 18 quilates com diamante (no valor de R$ 107 mil).

Em depoimento prestado em outubro do ano passado, Cabral reconheceu que comprava as joias por meio da atuação de terceiros . O emedebista disse que pagava pelas peças em dinheiro vivo e negou que tratava-se de recursos provenientes de desvios de contratos do governo do Estado. Segundo Cabral, o dinheiro usado para pagar os artigos de luxo era parte de "sobras" de campanhas eleitorais.

Aquela audiência ficou marcada por um bate-boca entre o ex-governador e o juiz Bretas. Cabral, na ocasião, fez menções à atividade de familiares do magistrado no comércio de bijuterias, o que incomodou o juiz.

Preso desde novembro de 2016, o ex-governador Sérgio Cabral agora já coleciona quatro condenações pelo juiz Marcelo Bretas e uma pelo juiz Sérgio Moro, de Curitiba. Atualmente o político está preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais (PR).

Leia também: PGR defende prisão de Cabral longe do Rio para evitar "interferência perniciosa"

Confira as joias de Adriana Ancelmo apreendidas pela Polícia Federal:


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