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Para o presidente, Alckmin atende à demanda do eleitorado por um perfil de “segurança e serenidade”. MDB poderia apoiar governador

Não se sabe, ainda, se o MDB de Temer terá candidato próprio ou se apoiará alguém de outro partido
Marcos Corrêa/PR
Não se sabe, ainda, se o MDB de Temer terá candidato próprio ou se apoiará alguém de outro partido

Em entrevista publicada nesta quinta-feira (11), Michel Temer demonstrou apoio ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Para o presidente, ele atende à demanda dos eleitores por um perfil de “segurança e serenidade” e poderia vir a receber apoio de seu partido, o MDB, nas eleições de outubro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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Temer também afirmou preferir Henrique Meirelles como ministro da Fazenda que como candidato presidencial. Na semana passada, Gilberto Kassab, outro ministro de Temer e líder do PSD, disse que Meirelles “é o plano A” de sua legenda para a disputa da presidência da República.

Ainda de olho nos cenários para as eleições de 2018 , Temer avaliou que Rodrigo Maia, outro que é cotado para concorrer ao Planalto, deve na verdade tentar a reeleição aos cargos de deputado federal e presidente da Câmara.

Na opinião de Temer, entretanto, Maia, que afirmou cogitar disputar o Planalto para “defender o legado” do governo na economia, só tem a ganhar quando se movimenta nos bastidores visando as eleições.

O presidente, contudo, disse que as conversas sobre a sucessão presidencial só irão começar de fato a partir de março. Antes disso, afirmou, sua prioridade é aprovar a reforma da previdência, muito embora ele admita não ter ainda os votos necessários para tanto – para alterar a previdência, o governo precisa de 308 deputados apoiando a proposta.

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Antes de março, o presidente diz que é difícil analisar o confuso cenário político. Não se sabe, por exemplo, se o MDB terá candidato próprio ou se apoiará alguém. Meirelles, Luciano Huck e João Dória, também, não são considerados cartas fora do baralho.

Convenientemente, de acordo com o Estadão , Temer deixa de lado em sua análise uma data crucial para a corrida presidencial de 2018: o julgamento de Lula na segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF-4) no dia 24 de janeiro. Se condenado, sua candidatura corre o risco de ser impugnada pela Justiça Eleitoral.

Na data do julgamento, Michel Temer deverá estar na Suíça, onde vai participar do Fórum de Davos. Lá, pretende falar dos indicadores da economia brasileira e comemorar os números positivos de sua gestão.  

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