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Escolha da data da votação da proposta deve ser feita na sequência por Temer, Eunício Oliveira e Maia; ontem Jucá falou que ela ficaria para 2018

Leitura do parecer do relator da reforma da Previdência é procedimento necessário para a decisão da data da votação
Luis Macedo/Câmara dos Deputados - 25.10.17
Leitura do parecer do relator da reforma da Previdência é procedimento necessário para a decisão da data da votação

A leitura do parecer do relator da reforma de Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), no plenário da Câmara dos Deputados, está prevista para acontecer nesta quinta-feira (9). 

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O procedimento é esperado com ansiedade pelo governo. Afinal, somente depois disso, o presidente da República, Michel Temer, discutirá com os presidentes do Senado Federal, Eunício Oliveira, e da Câmara, Rodrigo Maia, a data de votação da reforma da Previdência .

Nesta quarta-feira (13), o líder do governo no Senado e ex-ministro do governo Temer, senador Romero Jucá (PMDB-RR) afirmou, por volta das 17h05, que a votação da proposta de ficaria para 2018.

Porém, horas depois, o Palácio do Planalto divulgou uma nota declarando que o presidente ainda não havia decidido adiar a votação definitivamente.

Temer está em São Paulo e não deve retornar a Brasília hoje. Na capital paulista, ele passou por um procedimento de desobstrução da uretra no Hospital Sírio-Libanês, mas continua internado.

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Os aliados do governo e o próprio presidente Temer vinham aumentando o empenho em busca de votos para aprovar o pacote de alterações nas regras para a aposentadoria, considerado "fundamental" pelo Planalto para o equilíbrio nas contas públicas.

Antes de embarcar para São Paulo para realizar exames médicos, ainda nesta quarta, o presidente peemedebista pediu que prefeitos o ajudassem a pressionar deputados a apoiar a reforma e disse que seria "melhor resolver isso logo". 

A cúpula do PSDB decidiu, também nesta quarta, fechar questão a favor da proposta, medida que já havia sido adotada pelo PMDB, de Michel Temer, e estava sendo discutida pelo Democratas, de Rodrigo Maia.

A reforma que parou

Mesmo com o apoio dessas bancadas, o governo entende que ainda não há margem segura para aprovar a proposta no plenário da Câmara, onde são necessários ao menos 308 votos.

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O texto da reforma da Previdência está pronto para ser votado desde maio, mas a tramitação do projeto foi interrompida por conta da crise política desencadeada pelo surgimento das denúncias de executivos da JBS contra o presidente Michel Temer.