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Buscando candidatura única, governador de São Paulo deve demover colegas da ideia de disputar o poder no partido; eleição será no dia 9 de dezembro

“Precisamos unir o PSDB para servir ao Brasil
Agência Brasil
“Precisamos unir o PSDB para servir ao Brasil", defendeu Geraldo Alckmin durante evento realizado na semana passada

O governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin, deve confirmar ainda nesta segunda-feira (27) sua candidatura para ser também o presidente nacional do PSDB. Para isso, o político se reunirá hoje com o  senador Tasso Jereissati (CE) e o governador de Goiás, Marconi Perillo, para tentar demovê-los da ideia de entrarem na disputa pelo poder no partido. A eleição tucana será realizada na convenção nacional agendada para o dia 9 de dezembro.

De acordo com a reportagem do jornal Folha de S.Paulo , Tasso já teria aceitado desistir de sua candidatura após uma série de conversas tocadas durante o fim de semana. Perillo também já foi chamado por Alckmin para discutir o futuro do PSDB , em reunião ocorrida no mês passado no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, onde também estava o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

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"Unificação" do PSDB

A candidatura de Alckmin é vista entre os dirigentes tucanos como a melhor alternativa para unificar o partido, que conviveu na maior parte do ano com um racha interno acerca do apoio ao governo de Michel Temer (PMDB).

Na semana passada, o governador paulista defendeu a reunificação peessedebista antes do pleito de 2018. "Precisamos unir o PSDB para servir ao Brasil", declarou Alckmin durante evento no Recife, em Pernambuco, para lançar sua pré-candidatura à Presidência da República.

A ideia de alçar Alckmin à presidência do partido também foi defendida por FHC logo após o presidente tucano licenciado, senador Aécio Neves (MG), decidir destituir Tasso da liderança interina do partido , no início deste mês. Na ocasião, Aécio indicou o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman para conduzir o partido até a realização da convenção nacional tucana no mês que vem.

"Acredito que o restabelecimento da coesão, com tolerância à variabilidade das opiniões internas, mas também com firmeza de propósitos, requer que o presidente designado do PSDB, Alberto Goldman, crie condições para que líderes experientes e respeitados, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assumam posição central no partido", defendeu FHC no dia seguinte ao acirramento da crise entre Aécio e Tasso.

Geraldo Alckmin até o momento não confirmou oficialmente sua intenção em disputar a presidência do PSDB, assim como Tasso Jereissati e Marconi Perillo também não se manifestaram sobre a possibilidade de deixar a disputa. Os dois hoje defendem o desembarque do partido da base aliada do governo Temer.

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