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Departamento Penitenciário escolheu prisão em Campo Grande para abrigar ex-governador do RJ; juiz Marcelo Bretas ordenou transferência após MPF alegar que Cabral recebe informações externas na cadeia de Benfica, no Rio

Ex-governador Sérgio Cabral está preso desde novembro e será levado de cadeia na zona norte do Rio para prisão federal
Fernando Frazão/Agência Brasil - 17.11.16
Ex-governador Sérgio Cabral está preso desde novembro e será levado de cadeia na zona norte do Rio para prisão federal

ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) será transferido para a Penitenciária Federal de Campo Grande, presídio de segurança máxima localizado na zona rural da capital do Mato Grosso do Sul.

O Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, informou nesta quinta-feira (26) que a transferência de Sérgio Cabral será efetivada "nos próximos dias". Em nota, o Depen alegou que a data exata do proceudimento não será informada "por questões de segurança".

A mudança do ex-governador foi determinada no início desta semana pelo juiz Marcelo Bretas , da 7ª Vara Criminal do Estado. O magistrado atendeu a pedido dos procuradores da Operação Calicute, que alegaram que o peemedebista tinha "acesso a informações externas" em seu cárcere na prisão esadual de Benfica, na zona norte do Rio.

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Bate-boca com juiz impulsionou transferência

A decisão de Bretas foi anunciada durante a audiência do ex-governador no âmbito da ação penal que apura denúncia de lavagem de dinheiro por meio da compra de R$ 4,5 milhões em joias da joalheria H.Stern.

Na ocasião, Cabral bateu boca com o juiz federal e fez insinuações sobre atividades da família de Bretas no comércio de bijuterias – o que incomodou o magistrado.

"Eu já disse que comprei joias, para a minha mulher, em datas comemorativas. Não se lava dinheiro comprando joias. Vossa excelência tem um relativo conhecimento sobre o assunto porque sua família mexe com bijuterias. Se eu não me engano, é a maior empresa de bijuterias do Estado. São as informações que me chegaram", declarou o ex-governador em seu interrogatório. 

Além de Cabral, também são réus nessa ação penal a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo e os operadores Carlos Miranda e Luiz Carlos Bezerra. A dupla é acusada de adquirir as joias em nome de Cabral, entre 2009 e 2014, para ocultar a origem e propriedade de "valores provenientes de crime".

condenado em três ações penais da Lava Jato , com penas que somam mais de 72 anos de prisão, Sérgio Cabral está detido preventivamente desde novembro do ano passado. Ele foi transferido em maio deste ano da prisão de Bangu 8 , no Complexo Penitenciário de Gericinó, para a cadeia reformada do antigo Batalhão Especial Prisional (BEP) da Polícia Militar.

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Veja imagens das joias apreendidas que pertenciam a Adriana Ancelmo:


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