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Mensagem que viralizou no WhatsApp mostrava Lula supostamente furioso com depoimento de Antonio Palocci; "Falsificação grosseira", diz Gleisi

Houve
Divulgação/Instituto Lula
Houve "falsificação grosseira da voz de Lula" em suposta conversa do ex-presidente com Rui Falcão, diz Gleisi Hoffmann

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), anunciou nesta segunda-feira (11) que o partido está "tomando as medidas judiciais cabíveis" contra o responsável por divulgar um suposto grampo telefônico de conversa entre Lula e o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores Rui Falcão.

O áudio da suposta conversa entre Lula e Rui Falcão foi repassado em corrente no aplicativo de mensagens WhatsApp acompanhado de um breve texto que indicava que o diálogo entre os petistas teria ocorrido na noite da última quarta-feira (6), logo após o depoimento do ex-ministro Antonio Palocci mencionando um "pacto de sangue"  do PT com a Odebrecht.

Pelas redes sociais, Gleisi afirmou que a gravação trata-se de um "criminoso áudio com falsificação grosseira da voz do ex-presidente Lula".

No falso diálogo, o responsável por imitar a voz de Lula disparava xingamentos e chegava a dizer que "ninguém teve coragem de acabar com esse cara [Palocci]", além de sugerir que "ia ser ainda pior com o Joesley [Batista, um dos donos da JBS]".

"Bomba!!!! Grampearam o Lula falando ao telefone com Rui Falcão, ex-presidente do PT, no momento da notícia da delação do Palocci!", dizia o texto que acompanhava a gravação que circulou no WhatsApp.

Nem o ex-presidente Lula e nem Rui Falcão se pronunciaram a respeito da falsa mensagem.

Em tempo: o ex-ministro Antonio Palocci não prestou depoimento na condição de delator, mas sim como réu na ação penal da Lava Jato que apura o pagamento de propina pela Odebrecht devido a atuação de Palocci (identificado pelo codinome de "Italiano") em favor da empreiteira em contratos com a Petrobras.

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"Pacto de sangue"

Na referida audiência com o juiz Sérgio Moro, realizada na sede da Justiça Federal em Curitiba, o ex-ministro afirma que houve um "pacto" entre o ex-presidente e o empreiteiro Emílio Odebrecht, patriarca do grupo, em 2010. O acerto envolvia, nas palavras de Palocci, "um presente pessoal, que era um sítio, envolvia um prédio de um museu, pago pela empresa, envolvia palestras pagas a R$ 200 mil", além de uma reserva de R$ 300 milhões que seriam disponibilizados periodicamente pela construtora.

O ex-presidente Lula presta depoimento a Moro no âmbito dessa mesma ação penal às 14h de quarta-feira (13), também em Curitiba.

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