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Advogado e compadre do ex-presidente, Roberto Teixeira é réu em ação penal da Lava Jato e alegou problemas no coração; ele tem audiência marcada para quarta-feira (13), mesmo dia do depoimento de Lula a Moro

Advogado e compadre de Lula, Roberto Teixeira está com depoimento marcado para quarta-feira (13) em Curitiba
Roberto Stuckert Filho
Advogado e compadre de Lula, Roberto Teixeira está com depoimento marcado para quarta-feira (13) em Curitiba

A defesa do advogado Roberto Teixeira, amigo pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , pediu para o juiz Sérgio Moro adiar seu depoimento, marcado para quarta-feira (13). Teixeira é réu – ao lado do petista, de Antonio Palocci e de mais cinco – na ação penal da Lava Jato que apura pagamento de propina da Odebrecht por meio da compra de um terreno para o Instituto Lula  e de um apartamento em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Acusado de participar da negociação para compra do terreno para o Instituto Lula na Vila Clementino, na zona sul de São Paulo, Roberto Teixeira alegou que foi diagnosticado com problemas cardíacos após ser internado na última sexta-feira (8). Os advogados de Teixeira alegam que ele se encontra "em observação, em repouso, e impossibilitado de ausentar-se de São Paulo" (onde mora). Essa já é a segunda vez que o advogado pede para adiar seu interrogatório.

Na semana passada, o empresário Demerval de Souza Gusmão Filho afirmou em depoimento a Moro que Roberto Teixeira "coordenou" as negociações para compra do terreno  na Rua Dr. Haberbeck Brandão para a construção de uma nova sede para o instituto do ex-presidente. Dono da DAG Construtora, Demerval reconheceu ter pagado R$ 7,1 milhões pelo terreno a pedido da Odebrecht e disse que chegou a se reunir com Teixeira, que teria demonstrado "pressa para resolver a questão".

Atuação do advogado

A força-tarefa de procuradores que atuam na Lava Jato narrou na denúncia oferecida à Justiça de Curitiba que o pecuarista José Carlos Bumlai afirmou em depoimento que "se lembra que Roberto Teixeira disse que ele deveria adquirir um terreno localizado nas proximidades das vias que levam ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo".

Os investigadores também encontraram no e-mail do advogado uma "lista com os gastos finais da compra do imóvel" na zona sul da capital paulista. A mensagem teria sido encaminhada ao ex-diretor da Odebrecht Paulo Melo, apontado como o responsável por convidar o empresário Demerval para participar do negócio.

"Não existe nenhuma dúvida de que o imóvel em apreço esteve destinado à instalação de espaço institucional de Luiz Inácio Lula da Silva", ressaltaram os procuradores do MPF.

O juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba deve ouvir Lula no mesmo dia em que o depoimento de Roberto Teixeira está marcado.

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