Tamanho do texto

PGR solicitou a redistribuição da relatoria, que ficaria com Edson Fachin, após argumentar que ação não tem ligação com investigações da Lava Jato

Relatoria foi definida para Ricardo Lewandowski após sorteio eletrônico feito pelo Supremo
Carlos Moura/SCO/STF - 7.6.2017
Relatoria foi definida para Ricardo Lewandowski após sorteio eletrônico feito pelo Supremo

O ministro Ricardo Lewandowski será o relator de um dos seis inquéritos contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal). A redistribuição da relatoria foi feita a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República). O magistrado irá substituir o ministro Edson Fachin, que é o relator das ações penais decorrentes da Operação Lava Jato na Corte.

Leia também: Após críticas, Senado tira nome de Aécio Neves do painel de votações

No inquérito relatado por Ricardo Lewandowski , Aécio Neves é investigado junto com o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), ex-governador de Minas Gerais, o deputado federal Dimas Toledo (PP-MG) e o ex-deputado Pimenta da Veiga, que responde pelo crime de lavagem de dinheiro em um processo que tramita na Justiça de Minas Gerais.

Todos os políticos incluídos no inquérito são investigados por corrupção e lavagem de dinheiro e são suspeitos de participar de um esquema para a receptação de R$ 6 milhões em doações ilegais para a campanha eleitoral dos envolvidos, em 2014. Naquele ano, Aécio Neves se candidatou a presidente da República e terminou a eleição em segundo lugar, atrás de Dilma Rousseff (PT). Pimenta da Veiga concorreu ao governo de Minas Gerais pelo PSDB, mas foi derrotado no primeiro turno pelo candidato do PT, Fernando Pimentel.

Leia também: Instituto de Gilmar Mendes recebeu R$ 2,1 milhões da J&F, diz jornal

Eles foram citados pelo delator Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, que afirmou que Aécio pediu a ele para que a empresa fizesse repasses à campanha dos parlamentares pouco antes do primeiro turno das eleições em 2014.

Redistribuição

O inquérito é um dos 76 decorrentes das delações premiadas de ex-funcionários da Odebrecht. As investigações foram autorizadas por Edson Fachin, que havia sido escolhido relator por prevenção, por ser o responsável pela Lava Jato no Supremo.

A própria PGR, no entanto, argumentou que o caso não guarda relação com a Operação Lava Jato, e pediu a redistribuição livre, por sorteio, o que foi autorizado na terça-feira (13) pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia.

Leia também: Primo de Aécio Neves devolve R$ 1,5 milhão recebido do grupo JBS

“As razões apresentadas pelo Ministério Público Federal e a manifestação do ministro relator conduzem à conclusão de inexistência de conexão ou continência” com a Lava Jato, escreveu a ministra no despacho em que determinou a redistribuição ao ministro Ricardo Lewandowski.


* Com informações da Agência Brasil

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.