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Thiago de Aragão Gonçalves Pereira e Silva é apontado pelo MPF como "braço direito" da mulher do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB)

Decisão contra o advogado de Adriana Ancelmo já havia sido tomada por instâncias inferiores da Justiça
Fernando Frazão/Agência Brasil - 10.5.17
Decisão contra o advogado de Adriana Ancelmo já havia sido tomada por instâncias inferiores da Justiça

A Justiça determinou nesta terça-feira (6) a manutenção da prisão do advogado da ex-primeira-dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). A decisão foi tomada por três votos a um pela Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal).

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Thiago de Aragão Gonçalves Pereira e Silva é um dos sócios do escritório de advocacia de Adriana Ancelmo. O pedido de liberdade já havia sido negado por instâncias inferiores e ainda deve ser apreciado no mérito pela Sexta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça ).

Aragão foi preso em janeiro, por ordem do juiz federal Marcelo Bretas. Ele é apontado pelo Ministério Público Federal como “braço direito” de Adriana Ancelmo, sendo suspeito de receber na própria casa cerca de R$ 1 milhão em dinheiro proveniente de propinas do esquema de corrupção montado no governo de Sérgio Cabral .

Ele também teria presenciado o pagamento de propinas no escritório da Ancelmo Advogados. A defesa alega não haver provas suficientes para justificar a prisão preventiva, tampouco o argumento de que Aragão pode prejudicar as investigações caso seja libertado.

Transferência de recursos

Em interrogatório realizado no mês passado, Adriana Ancelmo confirmou que transferiu para sua conta-corrente aproximadamente R$ 1,2 milhão gastos em despesas pessoais. Ela alega que a transação foi considerada legal pelo gerente do banco. No entanto, o MPF (Ministério Público Federal) irá investigar se a ex-primeira-dama do Rio de Janeiro movimentou indevidamente a verba.

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“Nós vamos solicitar informação para o banco Itaú, que vai esclarecer como tomou essa posição, quem deu essa ordem. Pode ser que houve uma quebra de ordem judicial de bloqueio e, se houve isso, vamos tomar as providências necessárias para poder resgatar esse dinheiro. Isso precisa ser investigado. Dependendo do que for apurado, pode ser solicitado pelo Ministério Público [a regressão do regime]”, afirmou, à época, o procurador Rodrigo Timoteo.

Prisão domiciliar

A ex-primeira-dama está em prisão domiciliar após habeas corpus concedido no fim de março  pela ministra do Superior Tribunal de Justiça Maria Thereza de Assis Moura. Ela recebeu o benefício após alegar que precisava cuidar de seus filhos menores de idade.


* Com informações da Agência Brasil

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