Presa junto ao ex-governador em desdobramento da Lava Jato, Adriana Anselmo ganhou habeas corpus após alegar que seus filhos estão sozinhos

Ex-primeira dama do Rio Adriana Ancelmo, alvo de condução coercitiva, na sede da Polícia Federal
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Ex-primeira dama do Rio Adriana Ancelmo, alvo de condução coercitiva, na sede da Polícia Federal

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Maria Thereza de Assis Moura concedeu habeas corpus permitindo que a mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral , Adriana Ancelmo, cumpra sua prisão domiciliar. A decisão foi divulgada pelo tribunal na noite desta sexta-feira (24).

Adriana está presa no Complexo Prisional de Bangu, acusada de envolvimento em crimes de corrupção praticados pelo seu marido e outras pessoas, inclusive com a utilização de seu escritório de advocacia para receber altas quantias de propina. O esquema envolvendo Cabral foi alvo da Operação Calicute, desdobramento da Operação Lava Jato.

Adriana já  havia recebido o benefício de prisão domiciliar no dia 17 , em decisão do juiz Marcelo Bretas, 7ª Vara Federal no Rio de Janeiro, mas a medida havia sido cassada , a pedido do Ministério Público Federal (MPF), pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).

Os advogados de Adriana recorreram ao STJ, que decidiu em caráter liminar pela saída dela de Bangu. O motivo alegado pela defesa é que ela tem dois filhos menores de idade para cuidar, de 11 e 14 anos, que estão privados da convivência de ambos os pais.

Cabral está preso desde 17 de novembro do ano passado no Complexo Prisional de Bangu, no Rio de Janeiro. O ex-governador foi preso no âmbito da Operação Calicute, que investigou o desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo governo do estado do Rio. Segundo as investigações, o ex-governador chefiava um esquema de corrupção que cobrou propina de construtoras, lavou dinheiro e fraudou licitações em grandes obras no estado realizadas com recursos federais.

Dinheiro desviado é devolvido

Na última terça-feira (21), a força-tarefa da Lava Jato devolveu cerca de R $ 250 milhões recuperados nas investigações  sobre o esquema de desvio de recursos liderado pelo ex-governador do Rio de Janeiro.

A quantia será utilizada para o pagamento do 13º salário de 2016 de cerca de 146 mil aposentados e pensionistas do estado do Rio. O valor será suficiente para pagar mais de a metade (57%) do total de aposentados e pensionistas com o 13º atrasado, sendo que todos aqueles que recebem até R$ 3,2 mil terão o pagamento normalizado. 

*Com informações e reportagem da Agência Brasil


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.