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Novo lar do ex-governador é monitorado 24 horas por dia e passou por obras para receber detentos da Lava Jato; Cabral vai dormir em 'colchão olímpico'

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral
Valter Campanato Arquivo/Agência Brasil
O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral deixou, na manhã deste domingo (28), a cela onde estava preso desde o dia 17 de novembro do ano passado, em Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó.

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Sérgio Cabral foi transferido para a Cadeia Pública José Frederico Marques, no bairro de Benfica, que foi totalmente reformada para alojar apenas presos que possuem nível superior de escolaridade e pessoas que devem pensão alimentícia.

Em Benfica, ficarão os presos pela Operação Lava Jato e seus desdobramentos, incluindo a Operação Calicute, que prendeu Cabral e várias pessoas ligadas a sua gestão no governo fluminense.

A informação foi confirmada em nota divulgada, na tarde deste domingo, pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap). No total, 146 presos – sendo 53 com nível superior e 93 que devem pensão alimentícia – foram levados para Benfica.

“A nova unidade prisional é monitorada 24 horas por dia através de câmeras instaladas dentro das galerias, portarias, pátio de visitas, banho de sol, entre outros. Ao todo são 53 câmeras, incluindo a que dá acesso à portaria principal, conforme solicitado pela Vara de Execuções Penais”, informou a Seap.

Cadeia com colchões olímpicos

Com capacidade para 120 detentos, o presídio de Benfica foi construído no antigo Batalhão Especial da PM, que estava desativado desde 2015, quando uma juíza foi agredida no local durante inspeção.

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Cada cela que receberá os presos transferidos de Bangu mede 16 metros quadrados e tem capacidade para abrigar seis presos em três beliches. Os cárceres possuem vaso sanitário e chuveiros separados.

As condições são melhores que as enfrentadas por outros presos da Lava Jato. Em Gericinó, por exemplo, as celas possuem a mesma dimensão (16 m²), mas apenas dois beliches. Já no Complexo Médico Penal em Pinhais (PR), onde está o ex-deputado Eduardo Cunha, por exemplo, a cela é menor (capacidade para três presos) e os banhos são coletivos.

A principal diferença, no entanto, está na hora de dormir. As beliches do Batalhão Especial Prisional não contarão com os colchões padrão do sistema penitenciário federal, mas sim os que foram utilizados pelos atletas nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Sérgio Cabral foi detido no âmbito da Operação Calicute, que investigou o desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo governo do estado do Rio. Ele já é réu em oito processos da Lava Jato  e foi alvo de nova denúncia  do Ministério Público Federal nesta semana.

* Com informações da Agência Brasil.

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