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Equipe da Justiça do Rio inspecionou novo presídio e constatou necessidade de reforço na vigilância; transferência de Sérgio Cabral poderá ser adiada

Preso desde novembro do ano passado, Sérgio Cabral já é réu em oito ações penais da Operação Lava Jato
Fabio Rodrigues Pozzebo/Agência Brasil
Preso desde novembro do ano passado, Sérgio Cabral já é réu em oito ações penais da Operação Lava Jato

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a instalação de mais câmeras no presídio de Benfica, na zona norte da capital fluminense, que passou por reforma para receber presos da Operação Lava Jato – entre eles o ex-governador Sérgio Cabral .

A medida pode adiar mais uma vez a transferência de Sérgio Cabral , que está detido desde novembro do ano passado no presídio Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio, e da maioria dos presos da operação Lava Jato com curso superior para a unidade. A transferência estava inicialmente prevista para ocorrer no mês passado, mas imbróglios com a Justiça impediram sua realziação.

A decisão de pedir reforço na vigilância do presídio de Benfica foi proferida nesta semana pelo juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da Vara de Execuções Penais do Rio, que se baseou em análise de equipe de fiscalização na unidade prisional. Os agentes constataram a necessidade de instalar uma câmera de ângulo frontal no controle de acesso à  unidade.

O juiz Pollo Duarte aguarda a instalação do equipamento, que será realizada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), para autorizar a transferência dos presos.

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Cadeia com colchões olímpicos

Com capacidade para 120 detentos, o presídio de Benfica foi construído no antigo Batalhão Especial da PM, que estava desativado desde 2015, quando uma juíza foi agredida no local durante inspeção.

Reportagem do Fantástico (TV Globo) exibida em fevereiro mostrou que cada cela que receberá os presos transferidos de Bangu mede 16 metros quadrados e tem capacidade para abrigar oito presos em quatro beliches. Os cárceres possuem vaso sanitário e chuveiros separados.

As condições são melhores que as enfrentadas por outros presos da Lava Jato. Em Gericinó, por exemplo, as celas possuem a mesma dimensão (16 m²), mas apenas dois beliches. Já no Complexo Médico Penal em Pinhais (PR), onde está o ex-deputado Eduardo Cunha, por exemplo, a cela é menor (capacidade para três presos) e os banhos são coletivos.

A principal diferença, no entanto, está na hora de dormir. As beliches do Batalhão Especial Prisional não contarão com os colchões padrão do sistema penitenciário federal, mas sim os que foram utilizados pelos atletas nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Sérgio Cabral foi detido no âmbito da Operação Calicute, que investigou o desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo governo do estado do Rio. Ele já é réu em oito processos da Lava Jato  e foi alvo de nova denúncia  do Ministério Público Federal nesta semana.

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