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Ex-gerentes da área de Gás e Energia são suspeitos de receberem mais de R$ 100 milhões em propinas de empreiteiras que eram contratadas pela estatal

Essa fase da Lava Jato tem como foco principal três ex-gerentes da área de Gás e Energia da Petrobras
Marcelo Camargo/ Agência Brasil - 05.09.2016
Essa fase da Lava Jato tem como foco principal três ex-gerentes da área de Gás e Energia da Petrobras

A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quinta-feira (4), mandados de prisão temporária, buscas e apreensão e condução coercitiva, na 40ª fase da Operação Lava Jato. Quatro pessoas foram presas.

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Essa fase da Lava Jato , que acontece a pedido da força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR), tem como foco principal três ex-gerentes da área de Gás e Energia da Petrobras. Dois deles, Marcio de Almeida Ferreira e Maurício de Oliveira Guedes, já foram detidos.

Eles são suspeitos de receberem mais de R$ 100 milhões em propinas de empreiteiras que eram contratadas pela estatal. Também são alvos da operação operadores financeiros que utilizaram empresas de fachada para intermediar propina. Marivaldo do Rozário Escalfoni e Paulo Roberto Gomes Fernandes são os outros dois presos nesta quinta.

São investigados os crimes de fraude à licitação, corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, em mais de uma dezena de licitações de grande porte da Petrobras, que foram fraudadas pelo grupo criminoso.

Esquema e provas

Segundo o Ministério Público Federal no Paraná, de acordo com as investigações, mediante o pagamento de vantagem indevida, os ex-gerentes agiam para beneficiar empreiteiras em contratos com a Petrobras, direcionando as licitações para as empresas que integravam o esquema.

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Os pagamentos eram intermediados por duas empresas de fachada que simulavam prestação de serviços de consultoria com as empreiteiras e repassavam as vantagens indevidas para os agentes públicos corruptos por três formas: pagamentos em espécie; transferências para contas na Suíça; e pagamento de despesas pessoais dos ex-gerentes.

As apurações se basearam em provas obtidas por meio de quebras de sigilo telemático, bancário e fiscal dos envolvidos, como também pelos depoimentos de outros ex-gerentes da Petrobras e empreiteiros que firmaram colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

Os criminosos colaboradores relataram ainda que os pagamentos de propina prosseguiram até junho de 2016, mesmo após a deflagração da Lava Jato e a saída dos empregados de seus cargos na Petrobras. Dentre esses, destaca-se o depoimento de Edison Krummenauer, ex-gerente de empreendimentos da área de Gás e Energia da estatal petrolífera, que reconheceu ter recebido aproximadamente R$ 15 milhões de propina nesse esquema. 

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* Com informações da Agência Brasil.

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