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Ex-ministro foi chamado para depor pela defesa da ex-presidente após ser citado por delatores da Odebrecht; economista chegou a ser preso em 2016

Ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi chamado para depor pela defesa da ex-presidente Dilma Rousseff
Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil - 07.10.2014
Ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi chamado para depor pela defesa da ex-presidente Dilma Rousseff

O economista Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda e do Planejamento nas passagens do PT pelo governo federal, irá depor na próxima quinta-feira (6) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), na ação movida pelo PSDB que pede a cassação da chapa presidencial eleita em 2014, composta por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).

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O depoimento de Guido Mantega , previsto para as 20h, foi marcado pelo ministro Herman Benjamin, relator da ação contra a chapa no TSE. O ex-ministro foi chamado para depor pela defesa da ex-presidente Dilma. Ele teria sido citado por delatores da empreiteira Odebrecht como envolvido no repasse de recursos não declarados para a campanha de 2014.

A autorização para o depoimento resultou, na prática, na reabertura da fase de instrução do processo, estágio em que as defesas ainda podem solicitar novas providências para a produção de provas. O advogado de Dilma , Flávio Caetano, afirmou que irá fazer novas petições. O despacho que marcou a oitiva foi assinado pelo juiz auxiliar Bruno Lorencini. Ele será ouvido no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo).

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O economista foi ministro da Fazenda por mais de oito anos, entre 2006 e 2014, e participou do segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro mandato de Dilma Rousseff.

Operação Lava Jato

O ex-ministro chegou a ser preso em setembro do ano passado temporariamente pela Polícia Federal (PF) na 34ª fase da Lava Jato , denominada Arquivo X. Ele foi solto no mesmo dia após ordem do juiz federal Sérgio Moro  porque sua mulher estava internada em um hospital na capital paulista para ser submetida a uma cirurgia.

A 34ª fase da Lava Jato apurava irregularidades na contratação, pela Petrobras , de empresas para a construção de duas plataformas para exploração da camada do pré-sal. De acordo com o MPF (Ministério Público Federal) no Paraná, em julho de 2012, o Consórcio Integra Ofsshore, formado pelas empresas Mendes Júnior e OSX, firmou contrato com a Petrobras no valor de US$ 922 milhões, para a construção das plataformas P-67 e P-70.

Segundo as investigações, durante depoimento ao MPF, o empresário Eike Batista disse que, em novembro de 2012, Guido Mantega, que à época era presidente do Conselho de Administração da Petrobras, teria pedido R$ 5 milhões para o PT.


* Com informações da Agência Brasil