Apontado por delator da Odebrecht como
Wilson Dias/Agência Brasil - 7.12.15
Apontado por delator da Odebrecht como "preposto de Temer", ministro Eliseu Padilha é alvo de pedido de investigação

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, recebeu nesta quarta-feira (8) alta médica da cirurgia que fez na próstata no dia 27 de fevereiro. Segundo assessores, ele deve retornar ao trabalho na próxima segunda-feira (13). De atestado médico desde o dia 22 de fevereiro , Padilha estava internado no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS).

De acordo com boletim médico divulgado nesta manhã pelo hospital, o ministro teve sua alta antecipada depois de apresentar “excelente recuperação” da cirurgia que fez para corrigir um problema de obstrução urinária provocado por uma hiperplasia prostática benigna. Eliseu Padilha tem 71 anos e, em setembro, foi internado após apresentar problemas de pressão arterial.

O retorno de Padilha à Esplanada dos Ministérios estava inicialmente previsto para ocorrer nesta segunda-feira (6), mas o ministro atendeu à recomendação dos médicos e estendeu sua licença por mais uma semana.

O afastamento do chefe da Casa Civil se deu num momento em que ele começava a ser alvo de denúncias, o que começou após declarações do ex-assessor especial de Michel Temer na Presidência da república José Yunes.

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"Preposto de Temer"

Em entrevistas concedidas no fim do mês passado, Yunes disse ter recebido um "pacote" em seu escritório em São Paulo a pedido de Eliseu Padilha, em 2014. Esse pacote posteriormente foi retirado pelo lobista Lúcio Funaro, apontado como operador de propinas do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) no esquema de corrupção da Petrobras.

A declaração de Yunes coincide com fatos narrados pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho. 

Em depoimento prestado no acordo de delação premiada firmado com a força-tarefa de procuradores da Operação Lava Jato, Melo Filho havia declarado que parte de uma doação via caixa dois a campanhas do PMDB havia sido remetida ao escritório de Yunes. O pagamento, conforme o ex-executivo da construtora, teria sido entregue "via Padilha", apontado por ele como "preposto de Temer".

As acusações motivaram uma representação do PSOL na Procuradoria-Geral da República (PGR) . O partido pede um inquérito para investigar as denúncias contra Eliseu Padilha.

*Com informações da Agência Brasil

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