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Ex-governador do Rio de Janeiro está preso desde novembro do ano passado; Eike Batista foi preso em janeiro deste ano e é suspeito de ter pagado R$ 16,5 milhões em propinas para se beneficiar de obras no estado

Essa é a primeira denúncia no âmbito da Operação Eficiência. Sérgio Cabral está preso no Rio desde novembro
Twitter/Reprodução
Essa é a primeira denúncia no âmbito da Operação Eficiência. Sérgio Cabral está preso no Rio desde novembro

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro ofereceu denúncia contra o ex-governador Sérgio Cabral, o empresário Eike Batista e mais seis pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro, nesta sexta-feira (10). Essa é a primeira denúncia no âmbito da Operação Eficiência, um desdobramento da Lava Jato no estado. Os detalhes serão divulgados ainda na manhã desta sexta pela força-tarefa de procuradores.

Na última quarta-feira (8), a Polícia Federal indiciou Cabral, Eike Batista e outras 10 pessoas pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O empresário está preso desde o dia 30 de janeiro, na Penitenciária Bangu 9. Cabral responde a mais de um processo e está preso desde o dia 17 de novembro do ano passado.

De acordo com a Polícia Federal, o ex-bilionário é suspeito de ter pagado R$ 16,5 milhões em propinas a fim de se beneficiar em obras realizadas no estado do Rio. Nesta quarta, o empresário preso foi levado – mais uma vez – para depor na sede da PF, porém não respondeu perguntas de jornalistas, somente ao juiz.

Operação Eficiência

Eike Batista foi levado para depor na superintendência da Polícia Federal, na zona portuária do Rio de Janeiro
Reprodução/Globo News
Eike Batista foi levado para depor na superintendência da Polícia Federal, na zona portuária do Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal deu início à Operação Eficiência no dia 26 de janeiro, investigando a ocultação de mais de R$ 317 milhões (US$ 100 milhões), por meio de remessas para o exterior. De acordo com os procuradores responsáveis pela investigação, entre agosto de 2014 e junho de 2015, a organização criminosa movimentou R$ 39,7 milhões.

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Segundo divulgado pelo MPF, um dos esquemas investigados acontecia entre o empresário Eike Batista e Flávio Godinho, do grupo EBX, a pedido do ex-governador Sérgio Cabral, com o repasse de propina de US$ 16,5 milhões, utilizando uma conta Golden Rock no TAG Bank, no Panamá.

Para dar uma aparência de legalidade ao esquema, foi feito um contrato de fachada entre a empresa Centennial Asset Mining Fuind Llc, holding do empresário, e a empresa Arcadia Associados – em que constava a compra de uma mina de ouro.

Ademais, Eike Batista, Flávio Godinho e Sérgio Cabral também são suspeitos de terem atrapalhado as investigações dos procuradores. Contudo, com o apoio de colaboradores, o MPF conseguiu fazer a repatriação de pelo menos R$ 270 milhões, que já estão à disposição da Justiça Federal em uma conta aberta na Caixa. A força-tarefa está solicitando cooperação internacional para o bloqueio e posterior repatriação dos valores ainda ocultos em outros países.

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