Letícia Dias, de 27 anos, foi assassinada pelo ex-companheiro em Piratininga, Niterói
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Letícia Dias, de 27 anos, foi assassinada pelo ex-companheiro em Piratininga, Niterói

A família de Letícia Dias, de 27 anos, morta a facadas pelo ex-companheiro nesta terça-feira (26), em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói , ainda não consegue acreditar que o fato aconteceu. A jovem, que tinha dois filhos com o suspeito, havia ido buscar os dois filhos na casa dele, na Avenida Almirante Tamandaré, uma das principais vias do bairro, quando teve início uma discussão entre o casal. Após ser agredida, Letícia teria corrido para a Associação de Moradores e Amigos da Beira da Lagoa de Piratininga (Amorbela) para tentar se proteger, mas ele a seguiu e esfaqueou. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O homem está foragido.

Em entrevista ao GLOBO, uma prima da vítima que preferiu não se identificar contou que o relacionamento de quase sete anos era conturbado e que Letícia se separou diversas vezes, mas era perseguida pelo ex.

"Eles separavam e voltavam, mas ele nunca aceitou o término. Sempre falava dela nas redes sociais como se estivessem juntos. Usava os filhos. Ele a procurava em tom de ameaça em vários lugares. Ela prestou queixa dele, tinha medida protetiva", relata. A família ficou sabendo do ocorrido por meio de um irmão de criação da vítima.

Letícia já não morava mais com o suspeito e tinha se separado há cerca de dois meses. Estava desempregada e vivia com os três filhos e com uma outra prima.

"Aqui em casa ainda está tudo confuso. Estamos tentando acreditar ainda. Infelizmente já era algo que sabíamos que podia ocorrer há muito tempo. Queremos justiça e que ele seja achado logo", desabafa a prima.

Segundo a polícia, agentes do 12º BPM (Niterói) foram acionados por volta das 12h30 para atender ocorrência de encontro de um cadáver próximo à Lagoa de Piratininga. No local, a equipe verificou a mulher caída no chão, com sinais de perfurações por arma branca. Os policiais chamaram o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), bem como a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), que realizou perícia no local. Desde esta terça-feira (26) testemunhas estão sendo ouvidas para elucidar o caso.

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