Luanda Bittencourt foi assassinada em Campos, no Norte Fluminense
Reprodução/redes sociais
Luanda Bittencourt foi assassinada em Campos, no Norte Fluminense

A Delegacia de Atendimento à Mulher de Campos, no Norte Fluminense, concluiu o inquérito e pediu a conversão da prisão temporária em preventiva do policial civil aposentado José Ricardo da Silva Ribeiro. Ele é suspeito de disparar três tiros contra a ex-esposa, a professora Luanda Bittencourt Mota, de 46 anos, no dia 3 de fevereiro. A vítima fiicou internada por 23 dias, mas não resistiu e morreu no último sábado (dia 26), no Hospital Ferreira Machado.

De acordo com as investigações da polícia, Luanda estava dentro de um carro, em um estacionamento, em Campos,  quando foi atingida por tiros no peito, barriga e em uma das pernas. O responsável pelos disparos teria deixado o local pouco depois do crime. O policial civil foi preso, no dia 5, por policiais da Polícia Rodoviária Federal, na BR-101 (Rio-Campos), na altura de Casimiro de Abreu, quando o carro em que estava foi parado em uma blitz pelos agentes.

Parentes protestaram contra o feminicídio nas redes sociais. " Que tristeza absurda! Adeus minha prima querida, vítima de feminicídio. Vai deixar um buraco de saudades em todos nós", escreveu um primo da professora, em uma mensagem postada. " As lágrimas não cessam Luanda foi recolhida para Deus. Somos gratos pelas orações e pedimos que sejam constantes pela família que enfrenta esta dor", escreveu uma parente de Luanda, em uma outra postagem.

Mãe de dois filhos, a professora foi sepultada, em Campos, neste domingo. Nos últimos 15 dias, pelo menos outros  quatro casos de feminicídio foram registrados no estado do Rio de Janeiro. Os crimes ocorreram na capital, em Macaé, no Norte Fluminense, e em Nova Friburgo, na Região Serrana.

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Entre eles, está o da designer de interiores Flávia Euflázia da Silva, de 44, encontrada morta a tiros, dentro de uma picape capotada, em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio, no último dia 13. O suspeito pelo crime foi identificado e já está preso. Ele é o caminhoneiro Alan de Oliveira da Silva, de 38, com quem Flávia tinha um relacionamento.

Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostra que, em 2021, foram registrados 85 casos de feminicídio no estado, 9% a mais do que em 2020, quando houve 78 feminicídios. Em relação aos casos de tentativa de feminicídio, houve uma pequena redução. Em 2021, foram 263 vítimas. Já em 2020, o total foi de 270.

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