Suspeito de matar mãe e filha em córrego era amigo de Lázaro Barbosa
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Suspeito de matar mãe e filha em córrego era amigo de Lázaro Barbosa

Apontado como o suspeito de assassinar mãe e filha num córrego em Sol Nascente, no Distrito Federal, Jeferson Barbosa dos Santos, de 26 anos, era amigo de Lázaro Barbosa — serial killer que cometeu uma série de mortes no DF e em Goiás, em 2021, e acabou morto pela polícia após uma caçada de vinte dias. A informação é do jornal Correio Braziliense. O crime aconteceu em dezembro do ano passado e, após investigação, equipes da 19ª DP (P Norte) chegaram ao acusado, que é procurado pela polícia.

De acordo com a apuração da polícia, Jeferson morava em Sol Nascente e era conhecido na região, que conhece bem, pela amizade com Lázaro. Os dois trabalharam juntos em serviços de carroceria e podem ter cometido crimes, como roubos e furtos, juntos.

"Um dos celulares encontrados com o irmão do autor, inclusive, foi roubado pelo Lázaro. Ao longo das investigações, várias testemunhas trouxeram essa informação para nós", disse o delegado Thiago Peralva, adjunto da 19ª DP, ao Correio.

O córrego onde Shirlene Ferreira da Silva, de 48, grávida de quatro meses, e Tauane Rebeca da Silva, de 14, foram mortas foi o mesmo onde Lázaro matou Cleonice Marques, em junho de 2021 — o marido e os dois filhos do casal também foram assassinados pelo serial killer.

O crime

Shirlene e a filha foram vistas indo para o córrego em 9 de dezembro do ano passado. Na mesma ocasião, Jeferson foi visto no local por testemunhas, de acordo com a polícia.

"Toda vez que desce uma pessoa para o córrego, os cachorros latem. Essas testemunhas só repararam que o autor tinha descido porque os cachorros latiram. Ele desceu e não mais retornou. Depois disso, ninguém mais passou ali", contou Peralva.

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Os corpos da mulher e da adolescente foram encontrados no dia 20 de dezembro, numa região de mata a cerca de 200 metros da cachoeira, cobertos de folhas. Segundo o delegado, Jeferson teria tentado se aproximar de Tauane e Shirlene teria defendido a filha:

"Ela foi morta com 37 facadas e foi comprovado (que havia) lesões de defesa. Acreditamos que, no calor da emoção, ela tenha tentado defender a Tauane. Ele (Jeferson) foi visto no local do crime, na hora do crime. Analisando essa característica da Shirlene, o laço de afetividade que ela tinha com a menina, acreditamos nessa hipótese: que ele tentou investir em Tauane, mas a mãe foi morta ao defendê-la".

'Só ele poderá dizer', diz delegado sobre mortes

Jeferson avisou à família que iria passar o Natal na Bahia em 19 de dezembro. Ele falou que voltaria em de dias, mas não foi mais visto. O suspeito chegou a ligar para parentes chorando e pedindo por orações, o que, para a polícia, indica que havia acontecido algo errado.

"Toda a postura dele após o crime demonstra que teve envolvimento na morte delas. Agora, como realmente aconteceu de fato, isso só ele poderá dizer".

Jeferson responderá por homicídio qualificado, aborto e ocultação de cadáver. A polícia pede para quem tiver informações sobre o paradeiro dele entre contato com o número 197.

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