Acusado de tentar matar concorrente do 'Faraó dos Bitcoins' é preso
reprodução/Polícia Civil
Acusado de tentar matar concorrente do 'Faraó dos Bitcoins' é preso

Um dos acusados de envolvimento na tentativa de homicídio contra um concorrente do  Faraó dos Bitcoins, Glaidson Acácio dos Santos, foi preso na manhã da última sexta-feira (14) em Paraty, na Costa Verde do Rio. Rodrigo Silva Moreira, que estava foragido, foi capturado por policiais da Delegacia de Atendimento à Mulher de Angra dos Reis.

Ele é acusado de ajudar planejar, a mando de Glaidson, a morte de Nilson Alves da Silva, o Nilsinho. A vítima resistiu ao ataque, mas ficou cega e paraplégica.

Ainda segundo a denúncia do Ministério Público, Rodrigo contratou e orientou os executores do plano, responsáveis por tentar executar Nilsinho. O acusado foi capturado na Avenida Aloísio de Castro, no bairro Condado. Contra ele, havia um mandado de prisão preventiva em aberto.

Glaidson, Rodrigo e outras quatro pessoas foram denunciadas pelo MP estadual no dia 13 de dezembro do ano passado por tentativa de homicídio duplamente qualificado. A denúncia do MP aponta Glaidson como o mandante da tentativa de homicídio contra Nilsinho em 20 de março do ano passado, em Cabo Frio.

Ele foi baleado dentro de um carro de luxo. Segundo a denúncia, "o crime só não se consumou por circunstâncias alheias à vontade dos agentes", já que a arma falhou após o primeiro disparo e a vítima recebeu pronto atendimento médico.

Os outros quatro que denunciados são: Thiago de Paula Reis, Rafael Marques Gonçalves Gregório, Fabio Natan do Nascimento, vulgo FB, e Chingler Lopes Lima. Os últimos dois estão presos e Rafael está foragido.

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Glaidson teria designado a Thiago a missão de executar o concorrente, mediante promessa de recompensa. Thiago, por sua vez, teria contratado Rodrigo, Fabio Nathan, Chingles e Rafael para cometer o homicídio.

Rodrigo teria atuado como intermediário entre Thiago e os demais capangas, negociando valores de recompensa com Thiago e levantando hábitos e rotinas da vítima para a execução do crime.

De acordo com a denúncia do MP, uma perícia feita no celular da vítima deu pistas sobre a eventual motivação do crime. A partir de janeiro, três meses antes do crime, Nilsinho passou a encaminhar notícias veiculadas na mídia que apontavam que a CVM suspeitava que a GAS Consultoria Bitcoin (empresa de Glaidson) praticava crimes financeiros e, por isso, havia solicitado ao Ministério Público a investigação da empresa.


Com base nas reportagens, Nilsinho passou orientar os moradores de Cabo Frio a retirar o dinheiro da GAS, afirmando que Glaidson seria preso até o final de 2021, o que levaria ao encerramento das atividades da empresa.

O potencial de Nilsinho para diminuir a quantidade de “clientes” da GAS levaria Glaidson a prejuízos financeiros que poderiam chegar à casa dos milhões de reais, segundo a denúncia.

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