Sequestrador sorri durante audiência judicial
Reprodução/ UOL
Sequestrador sorri durante audiência judicial


Embora condenado a 705 anos de prisão por crimes como sequestros, homicídios, roubos, tráfico de drogas e formação de quadrilha, Wanderson Nilton de Paula Lima, de 42 anos, sorriu à toa durante audiências judiciais. No processo em questão, ele é acusado de mandar matar agentes penitenciários, policiais e autoridades inimigas do Primeiro Comando da Capital (PCC) .


Wanderson Lima ou Andinho, como é mais conhecido, aparece de camiseta azul e cabelos raspados e reage com risos quando o juiz Gabriel Medeiros, da 1ª Vara Criminal de Presidente Venceslau (SP), começa a ouvir o detento Marcos Silva, uma de suas testemunhas de defesa.


Imagens divulgadas pela coluna de Josmar Jozino, no UOL, registram o momento em que o juiz pergunta a Silva por quais crimes ele é condenado. O interno responde que é por homicídio, assalto e sequestro, despertando sorrisos de Andinho — Silva participou da videoconferência de uma sala na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau.


De acordo com a publicação, era lá que Andinho cumpria pena junto a Hamilton Luiz Pereira, o Hidropônico, e Fábio de Oliveira Souza, conhecido como Fabinho Boy. Os três foram denunciados à Justiça, em junho de 2016, acusados de escrever bilhetes para os comparsas em liberdade com ordens para descobrir endereços dos agentes públicos e assassiná-los.


Quanto à audiência, outro momento que quase fez Andinho rir foi quando o magistrado perguntou a Silva se ele integrava o PCC e se ele aceitaria ser transferido para uma penitenciária de facção rival. A resposta de Silva, que também tinha um semblante descontraído, foi negativa para as duas questões.


Ao dar seu próprio depoimento, na tarde desta quarta-feira (22), Andinho negou ter mandado matar agentes públicos e também integrar o PCC. De acordo com o detento, o exame grafotécnico realizado para identificar se as letras nos bilhetes eram dele deu resultado negativo.



Com isso, o processo contra Andinho está na reta final. A expectativa é de que a decisão seja anunciada ainda neste ano. Fabinho Boy está na mesma situação. Já Hidropônico foi condenado a 12 anos de prisão em julho do ano passado.

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