Imagem mostra o momento da execução
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Imagem mostra o momento da execução

Fábio Pereira de Oliveira, o Fábio Gordo, de 47 anos, foi morto nesta sexta-feira, em Cosmos, na Zona Oeste do Rio de Janeiro . Ele é acusado pela polícia de ligação com os fundadores da maior  milícia da Zona Oeste, tendo inclusive sido preso em 2008, numa reunião na casa de um dos fundadores desse grupo paramilitar, Natalino José Guimarães.

Segundo a Polícia Militar, uma equipe do 40º BPM (Campo Grande) foi acionada para um homicídio na Rua Brandão Monteiro, na comunidade Vila do Céu, em Cosmos. No local, foi encontrado um homem morto, caído ao solo, com ferimentos por disparos de arma de fogo pelo corpo. Ainda segundo a PM, um ferido deu entrada no Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande.

Aos policiais, a vítima informou que é funcionária de um estabelecimento comercial na Rua Brandão Monteiro. Ele relatou que foi atingido enquanto estava trabalhando, no momento em que um automóvel passou pela via com homens armados que atiraram contra um homem que se encontrava em frente ao seu local de trabalho. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Homicídios.

Ligação com a milícia

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Natalino e Fábio Gordo foram presos em 22 de julho de 2008, ao serem flagrados por policiais civis da 35ª DP e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), junto com outros integrantes da milícia  da Zona Oeste. Eles estavam dentro da residência de Natalino, em Campo Grande, com outras pessoas.

Os dois tentaram fugir, mas foram presos, assim como outras duas pessoas que se encontravam no mesmo local. Na ocasião, foram apreendidas armas, toucas ninjas, coletes à prova de balas, carregadores e muita munição. 

A prisão resultou numa condenação à dupla pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio a quatro anos e seis meses de reclusão e quatro anos e um mês de prisão, respectivamente, por posse e porte ilegal de armas de uso restrito. A decisão foi proferida no recurso interposto contra sentença da 42ª Vara Criminal da Capital, que os havia condenado em março de 2010.

Apesar de condenado junto com Natalino nesse processo, por porte de arma de fogo de uso restrito, os dois foram absolvidos do antigo crime de formação de quadrilha.

A milícia Liga da Justiça atuava nos bairros de Campo Grande, Guaratiba, Paciência, Cosmos e Santa Cruz, onde praticava os crimes de extorsão, sequestro, constrangimento ilegal, ameaças e homicídio qualificado.

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