Mulheres de biquíni causaram confusão no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro
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Mulheres de biquíni causaram confusão no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro

Uma transação penal deve encerrar parte da ação penal pública que resultou do episódio que ficou conhecido como "Barraco no Leblon", em setembro do ano passado . A transação é um acordo no qual o acusado aceita cumprir uma pena antecipada de multa ou restrição de direitos para o arquivamento do processo.

Em audiência realizada nesta quarta-feira (4), o 4º Juizado Especial Criminal (JECRIM) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), a empresária Scheila Danielle Gmack Santiago, a arquiteta Aline Cristina Araújo Silva e o empresário Maurício Barros Pitanga concordaram em pagar, em 30 dias, a quantia de R$3 mil em gêneros alimentícios ou medicamentos para uma instituição escolhida pela equipe técnica da Central de Penas e Medidas Alternativas.

Outros dois envolvidos na confusão, o dono do carro, Wilton Vacari, e a amiga de Scheila, Priscilla Pacheco Dornelles, que já tinham pedido o declínio de competência do JECRIM para uma Vara Criminal comum, não aceitaram o acordo. Com isso, a ação deve prosseguir para os dois por ato obsceno e violação de medida sanitária, já que estavam sem máscaras.

Relembre o caso

O episódio aconteceu em setembro do ano passado, em plena pandemia de covid-19, quando duas mulheres passavam em um carro conversível pela Rua Dias Ferreira, no Leblon, na Zona Sul, e o veículo foi atingido por uma garrafa de água vindo de um restaurante que fica na via. A empresária Scheila Danielle Gmack Santiago desceu do automóvel e revidou com socos contra a arquiteta Aline Cristina Araújo Silva.

Então, o empresário Maurício Barros Pitanga, que estava com a arquiteta, retirou a parte de cima do biquíni de Scheila. Nenhum dos envolvidos na briga usava máscara. Em seguida, a empresária retorna para o automóvel e exibe os seios para as pessoas que estavam no estabelecimento. De acordo com relatos, o que provocou incômodo em que estava na Dias Ferreira, foi o fato das duas mulheres e o motorista do conversível trocarem beijos enquanto o trânsito estava parado na via.


"Os três estavam fazendo preliminares, parecendo um filme pornô bem ali na nossa frente, de camarote", disse a arquiteta em uma rede social. Um vídeo que registrou a confusão viralizou nas redes sociais, levando a empresária a acusar a arquiteta, autora da filmagem, e o empresário que a acompanhava, por difamação, injúria e vias de fato. A ação também envolve o dono do veículo e a amiga de Scheila, que estavam no carro.

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