Oigna dentro de um carro
Reprodução / Arquivo pessoal
A mulher foi violentada e morta dentro da própria casa.

Uma mulher foi vítima violência brutal dentro da própria casa, em Alto Paraíso (GO) . Oigna da Silva foi estuprada, morta e, de acordo com o Instituto de Medicina Legal de Formosa, o órgão genital da mulher foi dilacerado. Ninguém foi preso até o momento.

O crime aconteceu quarta-feira (16) e, nesta sexta (18), foram feitos os exames de necropsia no corpo. A Polícia Civil de Goiás investiga o caso e, de acordo com o jornal Metrópoles, hoje, o suspeito foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Formosa para a coleta do material genético .

A identidade do suspeito ainda não foi revelada pelos policiais, mas o possível criminoso nega ter participação no ato. “Vamos agora aguardar o resultado do exame. Não tivemos elementos suficientes para fazer a prisão em flagrante. Ele é usuários de drogas e nega a todo momento”, diz o delegado titular do Grupo de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri) de Formosa, José Antônio Sena, ao jornal.

O caso

Por sofrer com distúrbios mentais, a mulher era atendida pelas equipes da Secretaria de Assistência Social e do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) há 12 anos. Segundo o boletim de ocorrência, a equipe foi até a casa da vítima quando perceberam que ela não compareceu à consulta.

Com a ajuda de uma vizinha, a funcionária do CRAS conseguiu entrar na casa de Oigna e a encontrou de bruços, com vários ferimentos no rosto e suja de sangue. “Ela estava sem consciência, sangrando, porém, respirando de forma ofegante”, consta no boletim.

De acordo com a Secretaria de Saúde municipal, os serviços de segurança pública foram imediatamente notificados das lesões e a mulher recebeu o atendimento na unidade de saúde, com adoção dos procedimentos e protocolos indicados às vítimas de violência sexual.

Entretanto, enquanto Oigna aguardava a transferência para um hospital em Goiânia, teve uma parada respiratória e faleceu.

Em nota, o prefeito de Alto Paraíso, Martinho Mendes da Silva, repudiou o caso de violência e disse que acionou a polícia, “solicitando uma atuação severa e investigação rigorosa”.

Manifestações

Nas redes sociais, um coletivo de mulheres de Alto Paraíso está organizando manifestações e pressionando as autoridades, para que não parem as investigações sobre o caso.

A próxima manifestação está marcada para segunda-feira (21/9), em frente à Prefeitura Municipal de Alto Paraíso. O ato começa às 10h.

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