Luana Oliveira Lopes foi sequestrada em 2003
Divulgação/Polícia Civil PR
Luana Oliveira Lopes foi sequestrada em 2003

Uma mulher de 24 anos procurou a Polícia Civil do Paraná na cidade de Florestópolis no último sábado (7). Ela acredita que é Luana Oliveira Lopes, uma criança vítima de sequestro que desapareceu em 2003, quando tinha apenas oito anos. O sangue da jovem foi coletado para que seja realizado um exame de DNA, mas o resultado deve demorar 30 dias. O caso voltou a ser investigado nesta terça-feira (10).

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A mulher, que hoje vive no Rio de Janeiro, tem a mesma idade que Luana, a criança desaparecida , teria nos dias de hoje. Ela também apresenta traços físicos similares e relata não ter memórias de antes dos 10 anos. Segundo ela, a suspeita de que pudesse ser uma criança vítima de sequestro começou após uma tia ter relatado que ela era adotada. 

"Essa jovem desconfiou que não seria daquela família durante a sua adolescência e posteriormente uma tia em seu leito de morte teria falado que não era daquela família. Isso a levou a suspeitar ser vítima de um crime de sequestro", explicou a delegada Patrícia Paz, em entrevista coletiva. 

A jovem começou a pesquisar na internet casos de sequestro de crianças compatíveis com a sua idade, quando encontrou a história de Luana. Pelas redes sociais, ela entrou em contato com a família da criança desaparecida, conversou com os parentes, comparou fotos e concluiu que ela era a criança que sumiu há 16 anos. A família se encontrou com a mulher no sábado (7).

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O caso de Luana

Luana Oliveira Lopes foi sequestrada em 2003
Divulgação/Polícia Civil PR
Luana Oliveira Lopes, antes do sequestro

Luana Oliveira Lopes foi sequestrada em 16 de novembro de 2003, junto com seu irmão, que na época tinha 10 anos. As duas crianças estavam na estrada PR-170, indo até a cidade vizinha Prado Ferreira, para comprar leite. Segundo a Polícia Civil, os dois foram abordados por um caminhoneiro, que ofereceu cobertores a eles. As crianças foram buscar as mantas no baú do caminhão, mas quando entraram para buscar o item, o motorista fechou as portas e voltou a dirigir.

Após isso, os irmãos foram levados para a cabine do caminhão, onde o garoto tentou reagir ao sequestro. Ele foi espancado pelo homem e deixado amarrado na estrada. Devido ao trauma e às lesões, o menino perdeu a memória e não conseguiu dar um depoimento detalhado para a polícia, dificultando a identificação do sequestrador.

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"Agora Luana poderia estar viva e retornado ao estado do Paraná", explicou a delegada Patrícia Paz, que aguarda o resultado do exame de DNA para seguir com a investigação sobre o sequestro . Caso o teste dê positivo, os parentes cariocas da jovem devem ser ouvidos. O pai da mulher que acredita ser Luana morreu quando ela tinha 15 anos, mas mesmo assim seria investigada uma possível relação entre ele e o sequestrador.

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