Armas
Roberto Moreyra / Agência O Globo
Mortes aconteceram durante operação no morro do Vidigal.

A Delegacia de Homicídios indiciou quatro policiais militares por quatro homicídios durante uma operação no Vidigal , na Zona Sul do Rio em janeiro deste ano. A especializada também pediu o afastamento dos agentes, lotados no Grupamento de Intervenção Tática (GIT) da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP). De acordo com a investigação, as vítimas foram atingidas na cabeça por disparos feitos de cima para baixo. Os policiais estavam posicionados dentro de um apartamento no segundo andar de um prédio na favela.

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Os crimes aconteceram na tarde do dia 16. Foram mortos na ocasião Douglas Rafael Barros Assunção, de 18 anos, e Ivanildo Moura de Souza, de 22, o porteiro Cláudio Henrique Nascimento de Oliveira, de 24, e o entregador de supermercado Marcos Guimarães da Silva, de 51 anos. Após serem baleados, todos foram levados pelos policiais para o Hospital Miguel Couto.

Uma testemunha afirmou à DH que os PMs que realizaram os disparos invadiram um apartamento da favela na parte da manhã e ficaram escondidos no local, que estava vazio, até a parte da tarde. As vítimas foram surpreendidas e mortas quando passavam embaixo da janela do apartamento.

Na época dos crimes, a PM alegou que houve confronto enetre os PMs e os homens mortos. No entanto, 11 dias depois da operação, a PM trocou o comando da CPP: saiu o coronel Jorge Pimenta e entrou o coronel Luiz Octávio Lopes, que estava à frente do 3º BPM (Méier).

Parentes de Claudio e Marcos afirmaram que seus parentes eram inocentes e que ambos foram executados, sem chance de se defenderem.

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