O carnaval é uma festa que contagia diversas cidades pelo Brasil, e São Paulo é uma das grandes. Os blocos de rua têm ganhado cada vez mais espaço na comemoração, e por isso a segurança tem que estar preparada para receber turistas e moradores.

Leia também: Beber no ônibus, fazer xixi na rua… saiba o que é crime no carnaval

bloco de rua
Fotoarena / Agência O Globo
Infrações do Carnaval podem dar multa e causar prisão


Por isso, o  Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Marcelo Vieira Salles, destaca em carta aberta o grande desafio deste carnaval: 1 agente para 149 foliões. Ele também dá recomendações aos organizadores e para quem quer curtir a festa em segurança. Este ano, só na cidade, serão 644 blocos de rua.

"Ao ler a carta aberta em que organizadores de blocos em São Paulo clamam por mais segurança, cabem-nos algumas reflexões imprescindíveis para que seja possível encontrar soluções e não transferir responsabilidades.

O Carnaval de rua na cidade de São Paulo vem crescendo ano a ano, seja em relação à quantidade de blocos e de público, seja em relação à estrutura providenciada pelo poder público e por organizadores privados.

Com relação à segurança, não é diferente. Neste ano, está sendo empregado o maior contingente de segurança da história. A Polícia Militar, por exemplo, está utilizando sua força máxima nos eventos, empregando todo o contingente policial, além de tecnologia de ponta e planejamento minuciosamente preparado. Para que se tenha uma ideia, foram realizadas, desde setembro, 40 reuniões entre organizadores e representantes do poder público, objetivando mitigar potenciais riscos em todas as áreas, em especial à segurança pública.

Os números falam por si. De acordo com a estimativa de público passada pelos próprios organizadores (por exemplo, no domingo, dia 16, tivemos um público estimado de 1.347.450 foliões), o efetivo da Polícia Militar empregado (8.324 policiais militares na Capital), adicionado do contingente empregado pela GCM, Polícia Civil e Polícia Técnico Científica, corresponde a 1 agente de segurança para 149 foliões nas ruas. Neste cálculo não contabilizamos a segurança privada que cada bloco contratou (ou deveria tê-lo feito, afinal é uma obrigação).

Destacamos, ainda, o emprego de drones, câmeras do sistema Olho de Águia e aeronaves para o monitoramento dos eventos. As prisões e apreensões realizadas demonstram que a estrutura de segurança foi empregada adequadamente, diante da complexidade do evento.

stamos falando de festas realizadas nas ruas, que movimentam um número gigantesco de pessoas. Tanto a estrutura dos logradouros, quanto a de mobilidade, exigem adaptações e ajustes que tornam o evento bastante complexo. Apesar disso, a cidade de São Paulo tem se saído muito bem, graças ao empenho e à dedicação do poder público e do trabalho integrado entre os diversos órgãos.

Para os próximos dias e, evidentemente, próximos anos, novos avanços permitirão uma festa ainda melhor. Por isso, ao invés de se buscar transferir problemas e responsabilidades para outras esferas, necessitamos encontrar, juntos, oportunidades de melhoria, bem como executar com excelência, cada um, a sua própria missão.

Leia também: Bolsonaro vai passar o Carnaval no Guarujá; Doria e Witzel vão à Sapucaí

Os organizadores, por exemplo, têm grande parcela de responsabilidade na contratação de serviços de segurança, principalmente levando-se em consideração que se tratam de eventos privados, com interesse público. Aos órgãos de segurança, compete desenvolver estratégias cada vez mais aperfeiçoadas para garantir a segurança e a tranquilidade na cidade como um todo, o que vem sendo feito com muito empenho e e com gestão profissional.

Por fim, não podemos deixar de recomendar às pessoas que tenham atenção e adotem medidas básicas de prevenção primária, como evitar a utilização de objetos de valor e guardar o celular no bolso da frente. Todos, unidos, podemos fazer um carnaval cada vez melhor! Em caso de emergência, acionem o policial militar mais próximo."

    Veja Também

      Mostrar mais